A Pol�cia Civil de S�o Roque (SP) abriu dois inqu�ritos para investigar a atua��o dos ativistas e do Instituto Royal, laborat�rio que usa animais para pesquisas. Um dos inqu�ritos vai investigar a den�ncia de maus-tratos praticada pelo instituto contra os animais. O segundo inqu�rito a ocorr�ncia de furto qualificado e danos ao patrim�nio praticados pelos manifestantes durante a invas�o ao local.
O delegado Marcelo Pontes disse � Ag�ncia Brasil que pretende ouvir os funcion�rios do laborat�rio e tamb�m os manifestantes. Hoje (22), dois advogados do laborat�rio foram convocados para fazer a intermedia��o dos depoimentos. O delegado informou ter identificado pelo menos 18 ativistas que participaram da invas�o, seis deles de S�o Roque. Todos est�o sendo convocados para prestar depoimento.
Pontes disse que dos 178 cachorros que foram retirados do laborat�rio na madrugada da sexta-feira (18), apenas dois foram localizados no bairro do Carmo, em S�o Roque. Os dois animais foram entregues para um fiel deposit�rio. Os ativistas que invadiram o instituto acusam o Royal pela pr�tica de maus-tratos com c�es da ra�a beagle, ratos e outros animais utilizados nas pesquisas laboratoriais.
Por meio de nota, a assessoria de imprensa do instituto negou a den�ncia de maus-tratos. “O instituto n�o maltrata e nunca maltratou animais, raz�o pela qual nega veementemente as infundadas e levianas acusa��es de maltrato a seus c�es. Sobre esse ponto, o instituto lamenta que alguns de seus c�es, furtados na madrugada da �ltima sexta-feira, estejam sendo abandonados”, diz a nota, acrescentando que todas as atividades desenvolvidas no local s�o acompanhadas por �rg�os de fiscaliza��o.
Para o instituto, a invas�o de sua sede constituiu um “ato de grave viol�ncia, com s�rios preju�zos para a sociedade brasileira, pois dificulta o desenvolvimento de pesquisa cient�fica no ramo da sa�de”. A invas�o ao local, segundo o Royal, provocou a perda de pesquisas e de um patrim�nio gen�tico que levou mais de dez anos para ser reunido. O instituto esclarece que os animais suprimidos na �ltima sexta-feira, quando recuperados, ser�o recebidos e recolhidos pelo Royal. Eles receber�o o tratamento veterin�rio adequado e poder�o ser colocados para doa��o.
Segundo a Sociedade Brasileira para o Progresso para a Ci�ncia (SBPC), o Instituto Royal j� fez v�rias pesquisas, que contribu�ram para o desenvolvimento de novos medicamentos e biof�rmacos para a ind�stria farmac�utica nacional.
O deputado federal Prot�genes de Queiroz (PCdoB/SP) visitou o instituto no final de semana e concluiu que havia ind�cios de maus-tratos no local. Hoje, segundo informa��es do gabinete confirmadas � Ag�ncia Brasil, o deputado protocolou um requerimento propondo a cria��o de uma Comiss�o Especial na Comiss�o de Seguran�a P�blica e Combate ao Crime Organizado para fiscalizar e acompanhar os trabalhos da Pol�cia Civil e do Minist�rio P�blico nas investiga��es. Dentro da comiss�o, Prot�genes tamb�m pretende propor uma lei que pro�be o teste em animais.
J� o deputado Ricardo Izar (PSD/SP), presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos dos Animais, informou ter protocolado hoje um requerimento no Minist�rio da Ci�ncia e Tecnologia para recomendar a ado��o de a��es que restrinjam o uso de animais para pesquisas do setor de cosm�ticos.
Na manh� de s�bado, os manifestantes fizeram um protesto em S�o Roque, bloqueando os dois sentidos da Rodovia Raposo Tavares, pr�ximo ao quil�metro 56. Para dispersar os manifestantes, os policiais utilizaram bombas de efeito moral e balas de borracha. Ve�culos da Pol�cia Militar e da imprensa foram depredados e queimados durante o ato. V�rias pessoas ficaram feridas, entre elas, uma rep�rter do jornal O Globo, atingida por balas de borracha e cassetetes mesmo ap�s ter se identificado aos policiais como jornalista. Quatro pessoas foram detidas e depois liberadas pela pol�cia.
Os manifestantes criaram tamb�m uma peti��o online em que pedem o fim do uso de animais pelo Instituto Royal. At� o momento, a peti��o tem mais de 474 mil assinaturas.
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Pol�cia abre dois inqu�ritos para investigar a��es de ativistas e do Instituto Royal
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