O ministro de Ci�ncia e Tecnologia, Marco Ant�nio Raupp, disse nesta quarta-feira, 23, que ativistas que levaram 178 c�es da ra�a beagle do Instituto Royal, no interior de S�o Paulo, agiram "fora da lei". "Ningu�m deve se precipitar dessa forma, tem de respeitar a lei em primeiro lugar", declarou o ministro, ap�s participar de uma audi�ncia p�blica na C�mara dos Deputados.
Segundo o ministro, o Conselho Nacional de Experimenta��o Animal (Consea) n�o registrou irregularidades na atua��o do Instituto Royal e que o Minist�rio P�blico est� apenas "acompanhando se os licenciados est�o dentro da lei". "Iniciativas marginais � lei � que n�o podem ser toleradas", emendou.
Raupp disse ser favor�vel a testes em animais "enquanto forem necess�rios" e lembrou que a utiliza��o de cobaias � permitida pela Lei Arouca. "Se os especialistas da �rea acham que n�o � poss�vel fazer uma determinada pesquisa, desenvolver um novo medicamento contra o c�ncer, para cosm�ticos, para o que for, se for necess�rio sou favor�vel que se utilize os animais. N�o tenho nenhuma posi��o ideol�gica ou fundamentalista sobre esse assunto. A minha posi��o � objetiva em fun��o dos interesses das pesquisas no Pa�s", enfatizou. O ministro afirmou que n�o h� nenhuma evid�ncia de que animais s�o sup�rfluos nas pesquisas cient�ficas.
Em sua opini�o, n�o h� necessidade de se reabrir as discuss�es sobre o uso de animais em pesquisas, mas ressaltou que est� aberto ao di�logo caso o Congresso decida retomar o assunto. "Antes de considerar qualquer coisa e come�ar a invadir o que � legal, � o que n�o � admiss�vel", disse.
Nesta ter�a-feira, 22, foi criada uma comiss�o externa formada por deputados para acompanhar as den�ncias de maus-tratos praticados supostamente pelo Instituto Royal. O ministro evitou o assunto e limitou-se a dizer que o Parlamento tem o direito de tomar qualquer iniciativa. Enquanto isso, cresce a mobiliza��o entre os parlamentares para discutir uma nova legisla��o que restrinja o uso de animais. S� na C�mara, cinco projetos versando sobre o assunto est�o em tramita��o, sendo o mais antigo de 1998.
O ministro defendeu que, em caso de nova discuss�o, n�o prevale�a o "achismo". "Acho que tem que ter discuss�o e n�o embate. Tem de ter discuss�o racional", acrescentou. De acordo com ele, o Consea est� aberto a ouvir considera��es da sociedade mas, at� onde ele vem acompanhando, n�o h� m�todos alternativos ao uso de animais em discuss�o. "Na medida em que se apresenta esses m�todos (alternativos) e se justifique, � claro que pode-se considerar", afirmou.
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Ministro critica ativistas que levaram beagles do Royal
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