A desigualdade racial foi o tema de um encontro que reuniu na tarde de hoje, na Defensoria P�blica do Estado do Rio de Janeiro, representantes de entidades ligadas � comunidade negra e juristas. A discuss�o, que deu continuidade �s comemora��es do Dia da Consci�ncia Negra, no �ltimo dia 20, abordou a luta dos negros por uma sociedade sem desigualdade.
Para o defensor p�blico-geral do estado, Nilson Bruno Filho, o sistema de cotas � um agente minimizador dessa desigualdade. "Eu acho que a redu��o das desigualdades sociais deve ser a base. Elas passam pelas pol�ticas de implementa��o de cotas, n�o s� no servi�o p�blico, mas tamb�m nos servi�os privados. Eles podem ter um olhar especial sobre essa quest�o. Alguma coisa tem que ser feita, porque em um pa�s onde mais de 50% s�o de negros, n�o podemos achar isso normal. Falta uma vontade maior dos atores p�blicos para que essas desigualdades sejam efetivamente reduzidas de forma dr�stica e em um tempo curto", disse.
O diretor do grupo Palco dos Mil Sonhos, Le�nidas Lopes, defendeu a inser��o de negros no mercado de trabalho, principalmente no meio art�stico, onde, segundo ele, n�o se veem verdadeiramente representados. "Nosso grupo � a favor da inclus�o de todas as etnias. A maior preocupa��o nossa � a proje��o da ra�a afro, at� por conta de ser t�o limitado esse espa�o”, declarou.
Para o desembargador do Tribunal de Justi�a do Estado o Rio de Janeiro, Paulo Rangel, o que falta � consci�ncia social para mudar o atual cen�rio. "Eu acho que este encontro � muito importante para cada vez mais nos unirmos, nos fortalecermos, cada um nas suas respectivas �reas de trabalho. As pessoas t�m que se conscientizar de que somos todos iguais, independentemente da cor, dos credos religiosos, n�o h� nenhuma diferen�a, somos todos da ra�a humana", disse.
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Encontro na Defensoria P�blica do Rio discute desigualdade racial
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