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Estado de Minas

Facilidade com l�ngua e vagas de trabalho fazem angolanos virem para o Brasil


postado em 26/12/2014 08:12

Bilongo Lando Domingos, 32 anos, � cabeleireiro e h� 13 anos mora no Rio de Janeiro. Angelina Sissa Jo�o, 26 anos, � estudante e desembarcou h� dois anos na cidade para estudar marketing. Cabingano Manuel � jornalista, com especializa��o em administra��o, e chegou h� quatro anos para trabalhar como correspondente de uma emissora de TV. Todos s�o angolanos e escolheram o Brasil em busca de melhores condi��es de vida e de oportunidades profissionais.

De acordo com o Minist�rio da Justi�a, vivem no Brasil cerca de 12,5 mil angolanos, sendo 3,7 mil residentes. Boa parte chegou ao Rio e a S�o Paulo durante a guerra civil naquele pa�s, entre 1990 e o in�cio de 2000, quando o Brasil concedia ref�gio �queles que deixavam o pa�s. � o caso de Bilongo, que saiu de Luanda, capital de Angola, para n�o ser recrutado.

“Eu queria muito sair. O pa�s estava em guerra e n�s, jovens, naquela �poca com 16 e 17 anos, com porte f�sico, �ramos alvo, no sentido de que as For�as Armadas do pa�s precisavam de jovens para poder lutar e eu n�o queria isso, aquela guerra n�o valia a pena”, contou Bilongo, que hoje � cabeleireiro especializado em cortes masculinos estilizados, no centro da capital fluminense.

Ele escolheu o Brasil pela l�ngua e pela proximidade cultural. “Os brasileiros t�m muito respeito por n�s, se identificam com a m�sica, as cores, o jeito de ser”, lista. Angelina Sissa veio em busca de qualifica��o profissional. Incentivada por parentes que estudaram no Rio e voltaram para Angola, ela se matriculou em marketing. “O Brasil tem mais experi�ncia nessa �rea.” H� dois anos ela estuda em uma universidade particular e mora na Tijuca, na zona norte. Para Angelina, a escolha pelo Brasil tamb�m se deve � proximidade cultural. “O ambiente aqui � pr�ximo ao de Angola: a maneira de ser [dos brasileiros] n�o foge muito [do que � l�], s�o pessoas abertas, que gostam de conversar, simp�ticas”, destacou.

Cabingano Manuel chegou para fazer mestrado em comunica��o e cursar p�s-gradua��o em administra��o. De correspondente internacional no Continente Americano, ele foi al�ado a representante da Televis�o P�blica de Angola (TPA). Jornalista, revelou que conheceu o Brasil dando palestras na Bahia e h� quatro anos resolveu vir para morar com a fam�lia. “Minha decis�o de vir foi primeiramente acad�mica, s� depois disso vieram as outras coisas [o trabalho]”, disse.

Manuel tamb�m assegura que as semelhan�as entre a cultura brasileira e angolana foram determinantes em sua decis�o. “� muito mais pr�tico reencontrar-me, adaptar-me ao Brasil do que a Portugal ou a outro pa�s: as ruas, as pessoas, os h�bitos e costumes s�o muito parecidos aos de Angola e, particularmente, aos de Luanda”, revelou. Entre seus programas favoritos de fim de semana est�o caminhar na Praia de Copacabana e visitar pontos tur�sticos.

A facilidade de se comunicar – os dois pa�ses t�m a l�ngua portuguesa como idioma oficial – ajudou a atrair os imigrantes, diz Luiz Fernando Godinho, porta-voz do Alto Comissariado das Na��es Unidas para Refugiados (Acnur). Por causa da guerra, o Brasil chegou a receber cerca de 1,7 mil angolanos e, durante muitos anos, eles foram o maior grupo de refugiados no pa�s.

“Essa popula��o [de refugiados] foi diminuindo. Hoje, os angolanos s�o o terceiro maior grupo, entre os cerca de 7,2 mil refugiados, de 80 nacionalidades. A maioria � formada de pessoas vindas da S�ria (1,2 mil) e da Col�mbia (1 mil)”, informou Godinho. O n�mero de angolanos com ref�gio – que atualmente est� em 873 – tende a cair mais, uma vez que eles t�m trocado essa condi��o pela resid�ncia.

O porta-voz da Acnur conta que, com o fim da concess�o de ref�gio, o Brasil fez um programa de repatria��o para permitir a volta dos refugiados ao pa�s africano, mas que nenhum angolano se inscreveu. “� um sinal de que o Brasil cumpriu bem seu papel de receber, de fornecer meios para reconstruir a vida e se integrar”, avaliou. “O acolhimento pelo pa�s deu certo.”

Desde o in�cio de novembro, a TV Brasil transmite, de segunda a sexta-feira, �s 23h, a novela Windeck – Todos os Tons de Angola. A trama, ambientada em Luanda, � centrada nos bastidores da reda��o de uma revista chamada Divo. A novela � transmitida com �udio original, ou seja, os atores falam portugu�s de Angola. Com 140 cap�tulos, Windeck foi a primeira novela produzida no pa�s africano. A exibi��o recebe o apoio da Secretaria de Pol�ticas de Promo��o da Igualdade Racial da Presid�ncia da Rep�blica.


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