(none) || (none)
UAI
Publicidade

Estado de Minas

Inc�ndio em Santos entra no 4� dia


postado em 05/04/2015 10:19

Santos (SP), 05 - O combate ao inc�ndio no p�tio da Ultracargo/Tequimar, em Santos, litoral sul de S�o Paulo, entra no quarto dia neste domingo. Ap�s mais de 71 horas de trabalho ininterrupto do Corpo de Bombeiros, tr�s tanques ainda est�o em chamas. Na madrugada deste domingo, as equipes conseguiram extinguir o fogo em um dos ton�is, na �rea industrial da Alemoa. Os bombeiros mant�m a estrat�gia de resfriamento constante da �rea, jogando �gua - retirada do mar pela embarca��o Governador Fleury e transferida aos caminh�es tanques -, em conjunto com uma espuma especial que tenta abafar o fogo.

No s�bado (dia 4), o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), informou que pediu ajuda ao governo federal, por meio do vice-presidente Michel Temer, e tamb�m � Petrobras. A estatal enviou caminh�es com uma espuma espec�fica para combate a fogo em combust�vel. Os tanques da Ultracargo atingidos pelo inc�ndio armazenam etanol e gasolina.

Para acompanhar o incidente e integrar os trabalhos, o governo de S�o Paulo montou em Santos um gabinete de crise, com participa��o do vice-governador, M�rcio Fran�a; os secret�rios Saulo de Castro (Governo), Jos� Roberto Rodrigues de Oliveira (Casa Militar), Alexandre de Moraes (Seguran�a P�blica) e Patr�cia Iglecias (Meio Ambiente); o comandante do Corpo de Bombeiros, Marco Aur�lio Alves Pinto; o subsecret�rio de Comunica��o, Marcio Aith; o prefeito Paulo Alexandre Barbosa, al�m das Secretarias Municipais de Seguran�a, Defesa Civil, Meio Ambiente e Sa�de. Ex�rcito, Marinha e Aeron�utica apoiam a a��o.

"N�o h� necessidade de remo��o dos moradores da �rea, a popula��o pode ficar tranquila porque a evolu��o est� sendo positiva com todas essas medidas preventivas. Se houver necessidade, estamos preparados com a uni�o de todas as for�as para qualquer situa��o de emerg�ncia.", disse o prefeito de Santos, que tamb�m falou sobre os efeitos da fuma�a produzida pela queima dos combust�veis, situa��o monitorada pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB). "N�o h� registro de preju�zos � sa�de da popula��o", garantiu Barbosa.

Moradores de bairros pr�ximo, principalmente Piratininga e S�o Manoel, recebem avisos oficiais por telefone, e visitas �s casas, sobre uma poss�vel evacua��o. A Prefeitura afirma que est� preparada para a situa��o, com base na legisla��o que obriga o Poder P�blico a contar com um plano de emerg�ncia, que pode ser acionado quando necess�rio.

O p�tio tem 58 tanques, que armazenam etanol, gasolina, �leo diesel, �leos vegetais, fertilizantes l�quidos e outros produtos qu�micos, inclusive solventes. Al�m do combate ao fogo, as equipes est�o fazendo a inertiza��o do conte�do de alguns ton�is e transferindo o que est� armazenado na �rea para outros locais. No total, a Ultragargo � dona de 175 tanques, espalhados pela regi�o.

Meio Ambiente.

A Cetesb informou na �ltima sexta-feira (dia 3), que foram registradas mortes de peixes no canal do estu�rio da Alemoa, mas a companhia minimizou o incidente, sem explicar os motivos. Segundo a Prefeitura de Santos, a situa��o est� em an�lise e um laudo ser� emitido em 30 horas. De qualquer forma, a popula��o foi orientada a n�o consumir os pescados.

Para Ant�nio Carlos Vendrame, professor, engenheiro e especialista em seguran�a no trabalho, sa�de e meio ambiente, o maior risco est� em poss�vel vazamento do combust�vel para o solo. "A coluna de fuma�a assusta porque � grande e escura, mas a quantidade de oxig�nio na atmosfera e na Serra do Mar � muito maior. Por isso, a possibilidade de dano ambiental � desprez�vel. O alerta � necess�rio para a possibilidade de vazamento do combust�vel no solo. Essa sim seria uma cat�strofe", explica Vendrame.

Multa.

A secret�ria estadual do Meio Ambiente, Patr�cia Iglecias, esteve no local do inc�ndio no s�bado (dia 4) e falou sobre poss�veis penalidades � Ultracargo. "Existe uma legisla��o estadual. E tamb�m � poss�vel aplicar Decreto Federal o n� 6.514. A multa chegaria a R$ 50 milh�es, mas a aplica��o depende de uma an�lise mais detalhada", diz.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as not�cias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, fa�a seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)