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Estado de Minas

Salgueiro referencia �pera dos Malandros na Marqu�s de Sapuca�


postado em 06/02/2016 11:43

Carnavalesco Renato Lage critica esquema de julgamento dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial(foto: Cristina Indio do Brasi/Agência Brasil)
Carnavalesco Renato Lage critica esquema de julgamento dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial (foto: Cristina Indio do Brasi/Ag�ncia Brasil)
Os Acad�micos do Salgueiro ao entrar na segunda-feira (8), na Marqu�s de Sapuca�, na Passarela do Samba vai ser uma malandragem s�. A escola vai referenciar na avenida a �pera dos Malandros que tem lugar para todos.

O malandro que samba miudinho para apresentar a obra em seis atos, “o tipo que entra faceiro na roda, abre o jogo e fecha com os seus” o que “vai flanando triunfal por entre deuses e meretrizes, rainhas e monarcas…”. Tem, ainda, o mestre-sala das alcovas, o bailarino dos sal�es, o cavaleiro errante dos morros cariocas, “o pensador dos botequins, fil�sofo das mesas de bar!”, e para encerrar o malandro “de f�, que fecha o corpo e abre os caminhos ao pr�prio destino”. Todos esses personagens est�o no texto de apresenta��o do enredo e desfilar�o na Sapuca�.

Na avalia��o do carnavalesco, Renato Lage, que h� 13 anos est� no Salgueiro, nunca houve no carnaval carioca a situa��o de ter uma entidade esp�rita concedendo um patroc�nio para uma escola, como ocorre este ano com o Salgueiro.

“N�o � o seu Z� Pilintra, e sim, o seu Rei da Ginga, o malandro mineiro de seus 500 anos que queria participar desta festa pag� que tem tudo a ver com ele. O samba, a malandragem e ele est� bancando isso em uma vis�o mais po�tica. A gente n�o critica ningu�m, n�o faz cr�tica pol�tica, nem social do malandro, desses pol�ticos malandros. A gente fala do malandro po�tico”, explicou.

Nos �ltimos quatro anos, a escola conquistou tr�s vice-campeonatos. Para o diretor de carnaval, Dudu Azevedo, parte desse desempenho se explica com a manuten��o da equipe. Essa para ele, tamb�m � uma caracter�stica das escolas que hoje brigam no carnaval e mant�m o seu patamar.

“Quanto tempo se v� a mesma equipe na Beija-Flor? A escola passa ano e entra ano e abocanha um t�tulo. A Tijuca tamb�m. Hoje a manuten��o da equipe � um fator preponderante para disputar o carnaval e o Salgueiro n�o muda o carnavalesco h� 13 anos, eu estou aqui h� cinco anos. O casal de mestre-sala e porta-bandeira vai para o terceiro ano, os int�rpretes est�o h� sete anos. Ent�o, a manuten��o da equipe � o segredo para a gente brigar no carnaval. A gente j� se entende. � um time que j� joga junto”, avaliou.

Dudu Azevedo contou que no barrac�o, o Salgueiro tem uma equipe fixa com profissionais contratados com carteira assinada. “A gente tem um grupo aqui de faxineiros, almoxarife, secret�ria e pessoas da �rea administrativa que a gente mant�m o ano inteiro com carteira assinada. Acaba o carnaval a gente come�a a desmontagem, d� f�rias coletivas para todos de um m�s e j� volta se preparando para o carnaval do ano seguinte”, revelou.

Tanto Renato como Dudu, acreditam que est� na hora da escola conquistar o campeonato. Mas o carnavalesco n�o concorda com o sistema de notas para os quesitos. Para ele, o julgamento � muito subjetivo e as justificativas dos jurados para os pontos dados n�o provocam qualquer reflex�o. “O par�metro para mim n�o tem l�gica. N�o vejo, para mim, n�o soma nada. N�o vai mudar a nossa postura positiva de fazer um trabalho coerente. N�o vai mudar nada. \Pelo contr�rio, s� vai me deixar chateado dentro da roupa”, avaliou.

Para os dois tamb�m o desenvolvimento do enredo ocorreu exatamente da forma como o carnavalesco tinha projetado. “N�o diminu�mos em nada o nosso carnaval, n�s buscamos solu��es. A gente tinha grandes parceiros, por exemplo, parceria grande com uma madeireira. E a� fomos buscar o melhor do melhor pre�o. Se tivesse que ir no interior de S�o Paulo para trazer uma carreta de madeira a gente foi buscar. A crise fez tamb�m com que outras lojas trouxessem melhor pre�o”, adiantou Dudu.

Segundo Dudu, o Salgueiro trabalha muito para os ensaios na quadra, mas at� nesre aspecto foi um ano muito dif�cil. “O Salgueiro sempre teve eventos �s ter�as e �s sextas e n�o adiantava a gente ter toda sexta, porque o povo n�o tinha dinheiro para ir a todos esses dias na quadra. Ent�o teve que buscar as datas melhores para fazer eventos e a� sim, a quadra ter arrecada��o”, analisou.

Alas de comunidade


O diretor disse que das 3.700 fantasias, cerca de 2.500 s�o dadas pela escola e o restante s�o de alas comerciais. A maior parte de fantasias para a comunidade � uma estrat�gia que as escolas est�o usando para garantir mais comprometimento dos componentes e assegurar quesitos como evolu��o e harmonia.

“O Salgueiro quer ser campe�o. N�s planejamos o carnaval para sermos campe�es, nos or�amos o carnaval para sermos campe�es, e com toda crise, o Renato fez um projeto onde a gente buscou recursos com trabalho e com o dinheiro que a gente tinha. O malandro batuqueiro vai passar na avenida”, completou Dudu.


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