
O enredo � Mineirinho Genial! Nova Lima - Cidade Natal. Marqu�s de Sapuca� - O Poeta Imortal! Fran S�rgio um dos carnavalescos que comp�em a comiss�o de cria��o da Beija-Flor, disse que a hist�ria do Marqu�s � at� certo ponto desconhecida. “� uma personalidade muito importante para a �poca dele e que � pouco falada. As pessoas n�o conhecem; muitos nem sabem que ele � brasileiro. Acham que ele � portugu�s e que veio para o Brasil. A gente est� muito feliz. O enredo � a cara da escola e trouxe elementos para que a gente fizesse um carnaval muito bonito,”disse.
O carnavalesco que tem 22 anos de Beija-Flor, contou que al�m da atua��o pol�tica o homenageado era uma pessoa ligada �s artes como m�sico e poeta, e isso o aproximou ainda mais da escola, que coleciona campeonatos na avenida com o nome dele.
“Isso � uma coisa legal porque o linka ao nosso trabalho, ao carnaval, porque a rua j� era Rua Marqu�s de Sapuca� pela import�ncia dele, e os desfiles foram para esta rua, mas coincidentemente ele foi poeta e m�sico e ningu�m sabia disso. S� se falava no Marqu�s como pol�tico, uma pessoa de confian�a do imperador”, completou. “Ele lutou sempre pela justi�a social. Era preocupado com a popula��o”, observou Fran S�rgio.
Para desenvolver o enredo, sem contar com o patroc�nio esperado que n�o se concretizou o jeito foi apertar os cintos. Mas La�la, diretor de carnaval da azul e branco de Nil�polis, no in�cio dos trabalhos para o desfile de 2016, a ordem foi de redu��o de gastos. Na avalia��o dele, cada ano que passa, o carnaval das grandes escolas est� ficando mais caro e n�o h� estrutura para manter este n�vel.
“Quando terminou o carnaval de �frica (2015), a diretoria financeira me passou o custo, eu fiquei meio assustado e falei: ou a gente come�a a pensar de uma outra maneira para elaborar o carnaval, ou daqui a pouco a gente n�o ter� mais condi��es de fazer. Parecia que eu estava adivinhando alguma coisa l� na frente”, revelou.
Na avalia��o de La�la, pelo retorno econ�mico que os desfiles de escola de samba d�o para a cidade e para o estado do Rio, os apoios culturais com recursos p�blicos deveriam ser maiores. Para ele, o modelo de financiamento do carnaval precisa ser repensado “O carnaval chegou a um tal tamanho e, por isso tem o t�tulo de maior espet�culo a c�u aberto do mundo, em fun��o de uma s�rie de coisas. O samb�dromo aumentou, os carros podem ser menores? N�o. E com isso tamb�m tem que pensar no sambista futuro. Se come�ar a diminuir hoje essa parte humana do carnaval vai chegar a hora em que as pessoas se afastam e n�o vai ter quem fa�a”, indicou.
La�la credita o desempenho da Beija-Flor - 13 t�tulos desde 1976 - ao a aprimoramento que a escola busca com a avalia��o a cada ano, de erros cometidos durante os desfiles. “A ordem na Beija-Flor � sempre de ganhar. Eu n�o sou perdedor. N�o sei perder e isso passo para a escola. O ser humano tem que pensar sempre em vit�ria e prosperidade. � um trabalho meu para sobreviver tenho que fazer bem, ent�o busco sempre fazer bem, porque � o que d� a minha sobreviv�ncia”, acrescentou.
