
Uma organiza��o criminosa, composta de integrantes europeus, � alvo da Opera��o Ilusionista, da Pol�cia Civil do DF, na manh� desta sexta-feira (26/2). Equipes da Coordena��o de Repress�o aos Crimes contra o Consumidor, � Ordem Tribut�ria e a Fraudes (Corf) cumprem 12 mandados de pris�o tempor�ria e seis de busca e apreens�o em �guas Claras contra o grupo que aplica golpes em todo Brasil, como Rio de Janeiro, S�o Paulo, Minas Gerais e, agora, no Distrito Federal.
Tratam-se de estrangeiros bem vestidos que abordam as v�timas em tribunais de justi�a, redondezas do Pal�cio do Buriti, estacionamento de grandes shoppings, mercados, quadras da Asa Sul e Sudoeste, entre outros locais. Os criminosos se identificavam como pessoas de nacionalidade portuguesa e apresentavam produtos importados. A inten��o era chegar at� a casa da v�tima para roub�-la.
Os presos na Opera��o Ilusionista j� eram conhecidos de muitos brasilienses. Nas redes sociais muitas pessoas relataram ter sido abordadas por homens bem vestidos, e que se apresentavam como portugueses.
At� por volta das 7h, os policiais j� haviam apreendido grande quantidade de mercadoria, entre produtos falsificados e carros de luxo.
Segundo o titular da Corf, delegado Jeferson Lisboa, os criminosos usam carros de luxo, como Fusion e Mercedes, e escolhem v�timas bem vestidas. "Eles falam que s�o empres�rios e fizeram uma exposi��o de produtos Mont Blanc em um shopping, por exemplo, como j� aconteceu. A� eles contam uma hist�ria que n�o podem voltar com a mercadoria para o pa�s, porque a taxa��o do produto na Europa � grande", explicou.
Com isso, eles vendem canetas, jaquetas e bolsas falsas como se fossem da marca verdadeira. Em uma comercializa��o integrantes da associa��o criminosa venderam os tr�s produtos por R$ 3 mil. "Eles passam cart�o e temos conhecimento de mais pessoas participando desse esquema. Eles agem no Brasil inteiro vendendo produtos falsos, da 25 de mar�o, por exemplo, como se fossem verdadeiros. O lucro deles � de quase 90%", esclareceu.
Em uma das vendas um dos participantes do grupo chegou a mostrar que a jaqueta era resistente inclusive ao fogo. Para isso, segundo Lisboa, eles passam um produto especial na roupa. Os envolvidos v�o responder por estelionato e associa��o criminosa.
