
O l�der do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, detido pela Pol�cia Militar na manh� desta ter�a-feira, 17, disse que sua pris�o foi "evidentemente pol�tica". Boulos foi preso por desobedi�ncia civil ap�s reintegra��o de posse em um terreno particular em S�o Mateus, na zona leste de S�o Paulo.
De acordo com o MTST, ao menos 700 fam�lias moravam no local, conhecido como Ocupa��o Colonial em S�o Mateus. No 49º Distrito Policial (S�o Mateus), para onde foi encaminhado, Boulos conversou com a imprensa enquanto aguardava ser chamado. "N�o h� nenhum motivo razo�vel. Eu fui l� negociar para evitar que houvesse a reintegra��o. Foi uma pris�o evidentemente pol�tica", afirmou o l�der do movimento.
"Alegaram incita��o � viol�ncia e descumprimento de ordem judicial, que � descabido. Fui negociar com o oficial de Justi�a. Ele estava presente para oficiar que o Minist�rio P�blico havia pedido a suspens�o da reintegra��o ontem (segunda-feira, 16) e o juiz ainda n�o tinha julgado. E (fui falar) que seria razo�vel eles esperarem o resultado antes de reintegrar as pessoas. Foi o que eu disse pra eles. Se isso � incita��o � viol�ncia, ent�o eu incuti a viol�ncia", disse Boulos.
Imagens da Rede Globo mostram que a Pol�cia Militar usou bombas de g�s para avan�ar sobre os sem-teto. A Secretaria de Seguran�a P�blica (SSP) afirmou, por meio de nota, que "ap�s tentativa de negocia��o dos oficiais com as fam�lias, n�o houve acordo". A secretaria confirmou o uso de bombas de efeito moral, spray de pimenta e jato d'�gua pela Tropa de Choque.
Em nota na p�gina oficial do MTST, militantes dizem que pris�o de Boulos � "absurda". "N�o aceitaremos calados que al�m de massacrarem o povo da ocupa��o Colonial, jogando-os nas ruas, ainda querem prender quem tentou o tempo todo e de forma pac�fica ajud�-los", publicou o grupo. Na p�gina do l�der, militantes pedem que Boulos seja solto.
