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Estado de Minas GERAL

Conselho Nacional de Educa��o aprova 20% de ensino m�dio online


postado em 09/11/2018 07:49

O Conselho Nacional de Educa��o (CNE) aprovou na quinta-feira, 8, a libera��o de 20% da carga hor�ria do ensino m�dio diurno para a educa��o a dist�ncia. Segundo o texto, a modalidade deve ser utilizada "preferencialmente" na parte flex�vel prevista pela reforma, aprovada em 2017, para essa etapa de ensino. A mudan�a divide especialistas da �rea.

O ensino a dist�ncia na educa��o b�sica � uma das ideias defendidas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para atender locais mais remotos, por exemplo. Na avalia��o de alguns conselheiros, a aprova��o dos 20% limita uma eventual proposta mais ousada de utiliza��o da modalidade nas escolas.

O texto aprovado atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para o ensino m�dio e regulamenta a reforma da etapa, que j� havia aberto uma brecha para o ensino online. A reestrutura��o do m�dio, aprovada em 2017, prev� que 40% da carga hor�ria seja flex�vel, com aprofundamento de estudos em �reas espec�ficas optativas. Os outros 60% s�o para os conte�dos comuns, como Matem�tica e Linguagens.

Entre os que defendem a educa��o a dist�ncia, o argumento � o de que ela ajuda a aumentar a oferta de disciplinas n�o obrigat�rias do novo ensino m�dio. Isso porque metade das cidades do Pa�s tem s� uma escola de ensino m�dio e, por isso, faltam professores para as v�rias �reas que deveriam ser oferecidas. No entanto, ao n�o delimitar a modalidade apenas para a parte flex�vel, h� o receio de que a alternativa seja usada para resolver o d�ficit de professores.

Para o membro do CNE Eduardo Deschamps, a atualiza��o das diretrizes n�o abre brecha para esse tipo de uso, uma vez que o texto restringe as atividades online apenas com a presen�a de um professor, que dever� ser correlato � �rea. O texto aprovado, por�m, n�o faz essa delimita��o quanto a �rea de atua��o do docente. "N�o est� no documento porque j� h� outros dispositivos na legisla��o que garantem essa liga��o", argumenta Deschamps. O jornal O Estado de S. Paulo mostrou h� dois dias que o CNE se articulava para concluir a vota��o j� esta semana.

Repercuss�o

Salom�o Ximenes, especialista em Educa��o da Universidade Federal do ABC (UFABC), diz que a medida pode ser usada para solucionar a falta de professores de �reas em que h� um maior car�ncia no Pa�s, como F�sica e Matem�tica. "N�o resolve o problema da aus�ncia de docentes e amplia o abismo entre escolas. A igualdade de condi��es de acesso e perman�ncia na escola tende ainda mais a ser violada."

Para Neide Noffs, da Faculdade de Educa��o da Pontif�cia Universidade Cat�lica de S�o Paulo (PUC-SP), o ensino presencial � indispens�vel e mais importante para a formar o jovem. Mas avalia que a modalidade a dist�ncia pode contribuir no aprendizado, se usada como complemento ou aprofundamento. "Pode ser algo interessante para o aluno, como uma oficina de escrita ou atividade complementar de atualidades."

Pr�s e contras

Facilidade - Os defensores do ensino a dist�ncia dizem que a modalidade facilita a oferta de diferentes percursos formativos, previstos pela reforma do ensino m�dio. Metade dos munic�pios do Pa�s tem apenas uma escola dessa etapa.

Restri��o - Outro argumento favor�vel � mudan�a � de que a regulamenta��o impede propostas que queiram liberar ainda mais tempo de ensino online no ensino m�dio.

Tecnologia - Os defensores tamb�m afirmam que as aulas online podem despertar mais a aten��o dessa nova gera��o de alunos.

Aprendizagem - J� aqueles que s�o contr�rios � medida dizem que h� riscos de perda de aprendizagem com o ensino a dist�ncia nessa faixa et�ria. Segundo eles, a conviv�ncia escolar � importante para o desenvolvimento de habilidades e compet�ncias.

Precariza��o - H� tamb�m o receio de que a medida seja usada em situa��es de falta de professor, especialmente, em disciplinas onde h� um grande d�ficit, como F�sica.

Desigualdades - Especialistas temem que o uso da tecnologia para complementar a carga hor�ria seja mais disseminada em escolas com pouca estrutura e falta de professores, ampliando o abismo da qualidade educacional no Pa�s.


As informa��es s�o do jornal O Estado de S. Paulo.


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