
A jovem deu entrada no hospital em 17 de maio devido a uma crise convulsiva. No mesmo dia, de acordo com a delegada titular da Delegacia Especializada no Atendimento � Mulher (Deam) de Goi�nia, Paula Meotti, o t�cnico em enfermagem Ildson Cust�dio Bastos, 41 anos, passou as m�os nas partes �ntimas da v�tima, que, no momento, estava com as m�os amarradas.
Baseada em imagens de c�mera de monitoramento (leia mais abaixo), a delegada diz que o abuso durou cerca de uma hora. As cenas tamb�m mostram que a paciente tentou resistir, mas n�o tinha chance por estar contida.
O t�cnico em enfermagem responder� por estupro de vulner�vel, de acordo com a Pol�cia Civil de Goi�s. Ele se entregou � pol�cia na quarta-feira (29/5) e est� detido de forma cautelar. J� havia um mandado de pris�o contra ele.
Den�ncia
Ap�s os abusos, a v�tima denunciou o ocorrido a uma outra t�cnica em enfermagem, que relatou o caso aos respons�veis pela UTI do hospital. “No mesmo momento, a dire��o tomou as primeiras medidas com o objetivo de proteger a paciente e investigar o ocorrido”, diz em nota a OGTI.
A institui��o afirma que o t�cnico de enfermagem foi imediatamente suspenso e afastado da fun��o. J� o boletim de ocorr�ncia com a den�ncia foi registrado pelos respons�veis da UTI apenas quatro dias ap�s o ocorrido. "Constados os reais ind�cios de crime, (a empresa) comunicou o fato � Pol�cia Civil, que pediu sigilo a fim de que as investiga��es n�o fossem prejudicadas", alega.
“Somente ap�s o sepultamento da paciente e da divulga��o do suposto crime � que seu corpo t�cnico, de forma reservada, informou aos familiares as provid�ncias que j� haviam sido tomadas”, prossegue na nota.
Morte
A v�tima morreu no �ltimo dia 26. A empresa afirma que o falecimento "n�o possui qualquer rela��o com os tristes fatos ocorridos", mas diz que s� o laudo vai poder apontar as causas.

De acordo com a empresa, cada um dos 20 leitos geridos pela UTI possui c�mera individualizada, que funciona e grava toda a movimenta��o da UTI, 24 horas por dia. As imagens foram entregues � delegada do caso.
A unidade afirma que "o v�deo que mostra o suposto ass�dio do ex-funcion�rio, consistente num poss�vel toque nas partes �ntimas da paciente”. Ainda de acordo a OGTI, o t�cnico em enfermagem foi demitido e a ele foi dada a oportunidade de ver as imagens, o que foi recusado.
