O projeto de acessibilidade do Museu do Ipiranga, em S�o Paulo, prev� uma oferta ampla e inovadora de recursos para o p�blico. Com as modifica��es propostas para o Edif�cio-Monumento e seus arredores, a �rea de visita��o ter� 5.456 m�, novo piso no subsolo e mirante no alto do pr�dio. Ser�o 49 salas onde estar�o expostas 3,5 mil obras. A previs�o de reabertura � para o ano que vem.
"Estamos dentro da reforma desde o come�o. A ideia sempre foi incluir os recursos no n�cleo do projeto, ao inv�s de adaptar depois que tudo estiver pronto", explica Denise Peixoto, respons�vel pelo trabalho de acessibilidade. "(Os recursos) ser�o inseridos na narrativa e muitos estar�o nos centros das exposi��es, mas nenhum ser� exclusivo para pessoas com defici�ncia."
Um ponto fundamental vem sendo a participa��o efetiva de pessoas com defici�ncia auditiva, f�sica, intelectual e visual na valida��o de cada etapa do trabalho. "As premissas de acessibilidade e preserva��o do patrim�nio estavam no concurso (que escolheu o projeto de reformas)", afirma Isabela Ribeiro de Arruda, supervisora de Educa��o, Museografia e A��o Cultural do Museu do Ipiranga.
O Concurso Nacional de Arquitetura para o Restauro e Moderniza��o do Edif�cio-Monumento do Museu Paulista da Universidade de S�o Paulo (USP) foi aberto para inscri��es em 2017 e teve o resultado divulgado em 2018. "� um projeto que considera de fato as necessidades dos visitantes e n�o fica limitado � norma, que n�o tem cap�tulo espec�fico para exposi��es", ressalta Denise Peixoto, referindo-se � NBR 9050 da Associa��o Brasileira de Normas T�cnicas (ABNT).
Mobilidade
O museu ter� duas entradas a partir do jardim. Nos lados esquerdo e direito, ser�o grandes portas de acesso a um piso novo, escavado no subsolo, onde antes havia asfalto. Esse andar ter� janela para o jardim em altura acess�vel.
Outra novidade � a instala��o de tr�s elevadores customizados para o museu pela Atlas Schindler, que v�o garantir acesso a todos os pisos e ser�o abertos ao p�blico em geral, al�m de duas escadas rolantes.
O acesso ao mirante, acima do 3� andar, ser� feito por escada comum e por plataforma elevat�ria vertical. No piso a c�u aberto, visitantes poder�o observar uma extensa �rea da cidade. Tamb�m ser� instalada no local uma tela t�til que reproduz a paisagem ao redor.
Os caminhos ter�o piso podot�til, plantas t�teis do museu e de cada ambiente, com texto em linguagem acess�vel e apresenta��o simplificada. V�rias paredes foram abertas para formar um corredor entre as salas e dar fluidez � movimenta��o dos visitantes.
"A instala��o do piso t�til � um grande desafio, desde a escolha da cor at� a maneira de colocar sem agredir o ladrilho hidr�ulico, original do pr�dio", conta Denise. "Estamos avaliando o melhor m�todo de aplica��o."
O Edif�cio-Monumento que abriga o museu foi constru�do entre 1885 e 1890, e inaugurado oficialmente em 1895.
Sensorial
A oferta de recursos de acessibilidade prev� 379 pe�as j� dispon�veis na reinaugura��o, entre telas t�teis, reprodu��es de metal e dioramas (maquetes tridimensionais feitas a partir das obras). "Tudo ser� colorido, acess�vel. S�o pe�as produzidas pensando nas pessoas com defici�ncia visual, mas livres para todos", diz Denise.
Ela cita como exemplo a reprodu��o de moedas em pe�as de 25 cent�metros de di�metro, feitas em metal, al�m de dioramas (vers�es tridimensionais) de fotos e telas. "S�o materiais com boa robustez, resina, madeira, com prote��o espec�fica, objetos tridimensionais para toque, inclusive os originais, texturas de tecidos, pap�is de parede, couro, livros e cat�logos t�teis, reprodu��es de imagens com texturas para acesso visut�til, maquetes t�teis e tamb�m alguns dispositivos olfativos, com aromas de flores e cheiro de tabaco."
A localiza��o dos recursos t�teis ser� semelhante em todas as salas, no centro do c�modo. Haver� tamb�m um sistema com v�deos em Libras, a L�ngua Brasileira de Sinais, e legendas em portugu�s e ingl�s, al�m de audioguia com audiodescri��o, inclusive das trilhas, que poder� ser acessado por equipamentos do museu ou por um webaplicativo, diretamente pelo smartphone do visitante, sem precisar instalar.
A educadora garante que ningu�m ser� esquecido. "Na sala de conforto para pais e m�es, vamos instalar trocadores (para beb�s) com diversas alturas, inclusive para pessoas com nanismo", exemplifica. "Ser� na viv�ncia que vamos aprimorar e evoluir para mergulhar em todos os p�blicos e situa��es."
As informa��es s�o do jornal O Estado de S. Paulo.
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Museu do Ipiranga prev� inova��es na acessibilidade
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