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Estado de Minas editorial

A nova paternidade

A presen�a dos pais contribui para o desenvolvimento cognitivo das crian�as, para um melhor desempenho escolar e para menores taxas de delinqu�ncia


14/12/2022 04:00


A emerg�ncia de uma paternidade com novos valores e atitudes tem sido cada vez mais observada entre as fam�lias brasileiras. Embora, de acordo com os registros civis nos cart�rios brasileiros, nos dois primeiros anos da pandemia, mais de 320 mil crian�as tenham sido registradas sem o nome do pai, a figura paterna ganha novas nuances, reduzindo a dist�ncia de g�nero se comparada ao papel da figura materna no ambiente familiar. 
Levantamento feito este ano pelo grupo O Botic�rio, em parceria com a Grimpa, consultoria de pesquisa de mercado e consumer insights, mostrou as mudan�as no comportamento dos pais brasileiros nos �ltimos anos. 
 
Entre os resultados obtidos na pesquisa Retrato da Paternidade no Brasil, alguns pontos chamam a aten��o: os pais est�o educando os filhos de forma mais consciente, ressignificando alguns estere�tipos acerca da figura paterna. Apenas 9% dos entrevistados se declararam “pais provedores”, ou seja, cuja principal responsabilidade � garantir o sustento dos filhos; metade, 50%, consideraram-se “pais participativos”, aqueles que acompanham as etapas do desenvolvimento do filho e est�o sempre dispon�veis. 
 
O dado tamb�m � expressivo quando os pais s�o perguntados sobre corresponsabilidade: 90% deles acreditam que os cuidados di�rios e a educa��o devem ser igualmente divididos entre os respons�veis.
A pesquisa reuniu respostas de 1 mil homens com acesso � internet, das classes A, B e C, de todas as regi�es do Brasil, com filhos de 5 a 15 anos. Participaram pais de 25 a 55 anos, cuja vis�o revelou uma paternidade com mais express�o de afeto e di�logo, bem como a consci�ncia de seu papel. 
 
Essas informa��es fazem parte de um movimento positivo capitaneado pela paternidade consciente, com impactos saud�veis na vida dos filhos e filhas, das mulheres e das empresas. Pesquisas recentes demonstraram que a presen�a maior dos pais contribui para o maior desenvolvimento cognitivo das crian�as, para um melhor desempenho escolar e para menores taxas de delinqu�ncia. 
 
Essa mudan�a de comportamento por parte dos pais – embora ainda esteja no in�cio – se estende � conviv�ncia com as crian�as, em todas as fases da vida, gerando benef�cios tanto para as crian�as quanto para as mulheres, permitindo que as m�es deem voz � carreira profissional ou, ainda, n�o sofram preconceito por se dedicar � vida em fam�lia. 
� importante lembrar que � cada vez mais urgente uma reformula��o das leis que regem a licen�a-paternidade. A extens�o da licen�a proporciona um melhor ambiente de trabalho –  tanto para homens quanto para mulheres –, resultando em colaboradores mais felizes e, consequentemente, ajudando no ambiente laboral. 
 
No entanto, embora essa necessidade de as crian�as terem pais presentes seja real e comprovada por meio de pesquisas, a realidade � outra. Por mais que os pais digam que querem estar mais pr�ximos de seus filhos, na pr�tica isso n�o ocorre. E os fatores s�o v�rios. 
 
Entre os principais motivos est� a falta de pol�ticas p�blicas que concedam a esses homens um tratamento equ�nime ao que se refere � licen�a concedida �s mulheres no p�s-parto. Atualmente, a licen�a concedida aos pais � de cinco dias corridos, enquanto que para as m�es � de quatro meses e, em alguns casos, at� seis meses. 
 
E para piorar, de acordo com o 3º relat�rio Situa��o da Paternidade no Mundo (2019), apenas 32% dos trabalhadores brasileiros conseguiram ficar cinco dias em casa quando os beb�s nasceram; 27% n�o tiraram nem um dia sequer; e quase 60% dos homens brasileiros n�o acompanharam o nascimento do filho ou da filha e aqui incluem-se casais homoafetivos e pais adotivos. De fato, a nova paternidade est� em constru��o e a revis�o das leis � cada vez mais necess�ria. 


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