S�o Paulo, 06 - O ex-ministro dos governos Dilma e Temer Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) afirmou, nesta quinta-feira, 6, durante audi�ncia de cust�dia, que sempre cooperou com a Justi�a e se disse "surpreendido" com sua pris�o preventiva. Ele negou ter sido "maltratado" durante o ato de seu encarceramento e alegou n�o ter tido "tratamento diferenciado". A deten��o dele foi decretada pelo juiz federal da 10� Vara, Vallisney de Oliveira, no �mbito da "Opera��o Cui Bono?".
"Tudo isso pra mim aqui � uma surpresa. Tenho 58 anos de idade e n�o tinha nenhum tipo de problema. Coopero com a Justi�a e sempre cooperei. Tudo que eu fiz foi sob orienta��o dos meus advogados. Tenho cren�a inabal�vel que em nenhum momento eu tomei nenhuma atitude que pudesse ser interpretada como um embara�o � Justi�a", relatou.
A pris�o � de car�ter preventivo e tem como fundamento elementos reunidos a partir de informa��es fornecidas em depoimentos recentes do doleiro L�cio Bolonha Funaro, do empres�rio Joesley Batista e do diretor jur�dico do grupo J&F, Francisco de Assis e Silva, sendo os dois �ltimos, em acordo de colabora��o premiada.
Os procuradores afirmam que Geddel tem agido para atrapalhar as investiga��es. O objetivo de Geddel seria evitar que o ex-presidente da C�mara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o pr�prio L�cio Funaro firmem acordo de colabora��o com o Minist�rio P�blico Federal. Para isso, segundo os investigadores, tem atuado no sentido de assegurar que ambos recebam vantagens indevidas, al�m de "monitorar" o comportamento do doleiro para constrang�-lo a n�o fechar o acordo.
(Luiz Vassallo e F�bio Serapi�o)
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Tudo isso � uma surpresa, diz Geddel sobre pris�o preventiva
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