
As autoridades brasileiras tamb�m manifestam "grave preocupa��o" com a situa��o na Venezuela e "rep�dio � violenta repress�o" por parte das for�as oficias do pa�s vizinho. A repress�o a protestos contr�rios � vota��o para uma Assembleia Constituinte no pa�s deixou pelo menos oito mortos. A absten��o registrada nas urnas foi elevada ao longo do dia de hoje, uma manifesta��o silenciosa de parte da popula��o contra a inten��o de Maduro de reescrever a Constitui��o venezuelana.
O Itamaraty lamentou que Maduro tenha rejeitado os pleitos da comunidade internacional pelo cancelamento da convoca��o de uma Constituinte. "A iniciativa do governo de Nicol�s Maduro viola o direito ao sufr�gio universal, desrespeita o princ�pio da soberania popular e confirma a ruptura da ordem constitucional na Venezuela", diz a nota.
"A Venezuela disp�e de uma Assembleia Nacional legitimamente eleita. Empossada, a nova Assembleia Constituinte formaria uma ordem constitucional paralela, n�o reconhecida pela popula��o, agravando ainda mais o impasse institucional que paralisa a Venezuela", acrescentou o Itamaraty.
O comunicado do governo brasileiro ressalta, ainda, que a crise vem sendo agravada pelo "avan�o do governo venezuelano sobre as inst�ncias institucionais democr�ticas ainda vigentes no pa�s e pela aus�ncia de horizontes pol�ticos para o conflito".
"O governo brasileiro condena o cerceamento do direito constitucional � livre manifesta��o e repudia a violenta repress�o por parte das for�as do Estado e de grupos paramilitares, como a que aconteceu ao longo do dia de hoje", disse o Itamaraty.
Diante da gravidade do momento hist�rico, o Brasil fez um apelo �s autoridades venezuelanas para que se disponham ao di�logo com a sociedade de seu pr�prio pa�s, para pavimentar o caminho que conduza a uma transi��o pol�tica pac�fica e para restaurar a ordem democr�tica, a independ�ncia dos poderes e o respeito aos direitos humanos.
(Idiana Tomazelli)
