
Se Temer aceitar o acordo, Meirelles deixar� o comando da economia na reforma ministerial, prevista para o in�cio de abril, e at� o come�o de julho far� viagens pelo Pa�s, j� filiado ao MDB, com o objetivo de se tornar conhecido.
A proposta a ser apresentada pelo ministro � que, se o seu nome n�o decolar nesse prazo de tr�s meses, ou mesmo se Temer resolver disputar novo mandato, ele retirar� a pr�-candidatura para apoiar o presidente.
Meirelles quer ser candidato, mas avalia que precisa de tempo para expor sua plataforma ao Pa�s, "traduzir" a melhoria dos indicadores econ�micos em metas sociais e aumentar a popularidade. Seu desejo de concorrer, no entanto, esbarra na poss�vel pretens�o de Temer de entrar no p�reo.
Com receio de deixar o governo e depois ser "cristianizado" pelo Planalto, o ministro conversou recentemente com o presidente do MDB, Romero Juc� (RR), e decidiu sugerir o acordo a Temer, nos pr�ximos dias.
A interlocutores, Meirelles tem dito que, caso n�o consiga respaldo popular e pol�tico, far� campanha para o presidente ou para o postulante que ele avalizar e n�o retornar� � equipe.
As �ltimas pesquisas de inten��o de voto mostram que Meirelles tem no m�ximo 2% das prefer�ncias. Temer, por sua vez, nem chega a esse patamar. Na avalia��o dos dois, por�m, o que mais importa � o potencial de crescimento daqui para a frente. O ministro encomendou levantamentos qualitativos de opini�o para saber o que eleitores esperam do pr�ximo ocupante do Planalto e como as pessoas encaram sua poss�vel candidatura.
Ex-presidente do Banco Central no governo Lula, Meirelles � filiado ao PSD, mas o ministro de Ci�ncia, Tecnologia e Comunica��es, Gilberto Kassab, chefe do partido, fechou acordo para apoiar o prefeito Jo�o Doria (PSDB) ao governo paulista. Em troca, Kassab negocia a vaga de vice na chapa de Doria e, al�m disso, deve aderir � campanha do governador tucano Geraldo Alckmin � Presid�ncia, rifando Meirelles.
Costura
As articula��es do Planalto s�o para unir o centro pol�tico, mas at� agora esse acerto est� cada vez mais dif�cil de ser costurado com os aliados. Na semana passada, o presidente da C�mara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), engrossou a fila dos candidatos com o discurso da "mudan�a" e assegurou n�o estar disposto a defender Temer.
"O convite para Meirelles se filiar ao MDB j� foi feito e s� estamos aguardando a resposta", disse o senador Juc�, l�der do governo que se tornou o primeiro r�u no Supremo Tribunal Federal em investiga��o aberta ap�s dela��o da Odebrecht.
Ao ser questionado se as den�ncias contra Temer dificultam o plano do MDB de pleitear mais quatro anos no poder, Juc� respondeu que o presidente j� est� exposto. "Ele sabe que vai sofrer, porque querem criminalizar o mundo pol�tico. N�s respeitaremos a decis�o dele, seja qual for. E Meirelles ser� muito bem-vindo."
O favorito de Meirelles para ocupar sua cadeira � o secret�rio executivo da Fazenda, Eduardo Guardia. Em reuni�o com Temer no domingo, no Pal�cio do Jaburu, o ministro sugeriu Guardia para substitu�-lo, mas, ciente de que seu bra�o direito n�o conta com a simpatia do Planalto nem do Congresso, encaminhou tamb�m o nome do secret�rio de Acompanhamento Fiscal, Mansueto Almeida. Nos bastidores, Juc� se movimenta para que o titular do Planejamento, Dyogo Oliveira - seu afilhado pol�tico - seja transferido para a Fazenda.
