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Estado de Minas

Maia diz que ficar� na disputa pelo Pal�cio do Planalto at� o fim

Lan�ado pr�-candidato a presidente da Rep�blica, o presidente da C�mara, deputado Rodrigo Maia, afirma que h� hip�tese de ele negociar apoio a outra candidatura


postado em 18/03/2018 06:00 / atualizado em 18/03/2018 07:38

"As pesquisas deixam claro: o Alckmin n�o vai vencer o segundo turno com o Ciro. Tanto que o Ciro quer o segundo turno com ele" (foto: Ant�nio Cunha/CB/D.A PRESS)

Bras�lia – Os poucos mais de 1% de inten��o de votos que apresenta nas pesquisas recentes de popularidade s�o insuficientes para abalar a autoestima do presidente da C�mara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Lan�ado como pr�-candidato do partido ao Planalto, Maia assegura que vai disputar a elei��o de outubro, n�o havendo hip�tese de, l� na frente, abrir m�o do posto para negociar apoio a outra candidatura.

“Pode gravar, sou candidato a presidente. Eu quero, respeitando certos e erros do passado, representar o que a sociedade brasileira quer, a mudan�a.” Por isso, n�o v� problema em ser um nome sem o apoio direto do governo. Horas antes da entrevista ao Estado de Minas e ao Correio Braziliense, concedida na resid�ncia oficial na tarde de quinta-feira (15), Maia organizou uma sess�o solene para que o Psol homenageasse a vereadora Marielle Franco. Recebeu vaias e presenciou ofensas ao deputado Miro Teixeira (Rede-RJ).

“Quem fez isso foi o Psol, e eles v�o perdendo a raz�o. Coitado do Miro, ele n�o esperava nunca que fosse passar por aquilo.” Maia garante ser capaz de fazer com que o discurso do DEM chegue � popula��o, cansada, segundo ele, da polariza��o PT-PSDB. Ele ainda afirma que o governo perdeu o discurso da infla��o ao n�o se preocupar com o aumento nos pre�os da gasolina e do botij�o de g�s. “As pessoas n�o vivem nas estat�sticas.” Parlamentar fluminense, diz n�o ser contra a interven��o, mas refor�a que ela foi feita sem planejamento e sem previs�o or�ament�ria. Confira a seguir os principais trechos da entrevista.

O assassinato de Marielle Franco coloca a interven��o em xeque?
N�o acredito. H� um simbolismo muito forte. Era uma mulher negra, da comunidade, vereadora… Mas acho que, de forma nenhuma, isso vai tirar a import�ncia de reorganizar a pol�cia do Rio. Tem de investigar as motiva��es, de onde vieram. O que tenho criticado, desde o primeiro dia, �: j� que o pr�prio governador afirmou n�o ter condi��es de cuidar do estado, precisamos de um planejamento mais claro, mais transparente. Para que a gente possa, com a comiss�o externa e com o observat�rio que a gente criou na C�mara, fazer um acompanhamento mais permanente e que possa ter mais resultado. Estou sentindo falta do planejamento, n�o sei se de fato n�o tive oportunidade de l�-lo, ou se n�o me foi apresentado. Estou sentindo falta tamb�m de uma coisa que � fundamental no caso do Rio e certamente em outros estados, que � o or�amento.

Isso n�o existe?
O Rio faliu, entrou em recupera��o fiscal, o or�amento da seguran�a p�blica, fora pessoal, naquilo que ainda tem contrato de custeio, � a pre�o de 2009. Fora que n�o tem contrato, como para a manuten��o de ve�culos. Ent�o, certamente, fora todos os desafios que o interventor vai ter de reorganizar a gest�o, voc� ainda tem o problema de colocar a pol�cia de p�. De dar estrutura m�nima para as pol�cias Civil e Militar, � intelig�ncia, ter equipamentos mais modernos, viatura. Tudo isso, na melhor das hip�teses, existe de forma sucateada, quando existe. Estou sentindo falta de planejamento onde tenha uma previs�o clara. N�o estou vendo o governo federal conseguir organizar um or�amento para isso, por enquanto n�o vi nenhum projeto de decreto, abertura de cr�dito chegando � C�mara. E agora n�o apenas no Rio, porque o Minist�rio da Seguran�a precisa de or�amento. A ideia do ministro (Raul) Jungmann, de um fundo para o setor privado financiar, resolve um bairro, n�o resolve o Brasil. At� porque, as empresas do Brasil j� pagam impostos para ter seguran�a, n�o cabe tribut�-las novamente.

Caso eleito, o senhor vai confrontar as corpora��es dos servidores?
N�o precisa de confronto, precisa de di�logo. Precisa mostrar para os servidores que ganham R$ 30 mil que eles v�o precisar fazer uma escolha. Se eles querem ganhar R$ 30 mil em valores de hoje, a valores de US$ 10 mil, ou se eles querem ganhar R$ 30 mil a valores de US$ 2 mil, US$ 3 mil, a valores de infla��o, com a perda do controle do valor da nossa moeda. � uma escolha que vai ter que ser feita e acho que, digo isso desde que virei presidente da C�mara, h� um grande erro na comunica��o entre os sistemas. Quando o servidor p�blico, e n�o quero tratar de um poder e, sim, como um todo, quando ele n�o compreende que h� uma rea��o muito grande da sociedade ao fim do aux�lio-moradia. Ent�o, acho que esse caminho do di�logo � muito importante, precisamos construir um di�logo com os fatores que comandam o or�amento p�blico, seja no setor p�blico ou privado, dizendo que n�o h� mais condi��es de o Estado brasileiro continuar sobrevivendo gastando mais do que arrecada.

A seguran�a vai ser o tema priorit�rio dentro da campanha presidencial?
O que acredito � que tem vezes em que certos temas ficam muito importantes, t�o importantes que muitas vezes a sociedade fica c�tica de que algu�m ter� condi��es efetivas de resolv�-los, com propostas mirabolantes. Acho que eles esperam dos candidatos muito p� no ch�o, simplicidade e objetividade, mas continuo achando que o tema da seguran�a � prioridade e tem que ser prioridade, ser� sim na C�mara dos Deputados nos pr�ximos meses. Mas acho, com muito p� no ch�o e analisando com muito cuidado, tem uma prioridade que atinge a vida das pessoas que � a quest�o do emprego. Com essa crise toda que o Brasil ainda vive, muitos voltaram a conseguir emprego mas um emprego de pior qualidade, as pessoas est�o vivendo um momento em que querem saber quando v�o voltar a ter a renda delas, a ser mais tranquilas, onde elas saibam que o sal�rio delas � compat�vel com os gastos. A seguran�a vai continuar sendo o item de maior preocupa��o, mas a sociedade vai olhar a quest�o da melhoria da qualidade de vida como prioridade para si.

O governo desviou, com a interven��o, o foco da Previd�ncia?
Olha, acho que sair do tema da Previd�ncia seria necess�rio, porque nitidamente n�o teria votos para essa vota��o. E ficou, de forma infantil, um debate de “Ah, o Rodrigo vai dizer que a culpa � nossa”. Eu at� dei uma entrevista na televis�o dizendo o seguinte: “Olha, aqui n�o tem culpado, todos n�s sabemos que h� uma distor��o absurda no sistema previdenci�rio, em que os brasileiros mais pobres financiam os brasileiros mais ricos, porque o mais pobre fica mais tempo no sistema”. O que deveria ter sido dito era isso, s� que n�o tinha condi��o, n�o tinha voto. Entrou em ano eleitoral. Ano passado tiveram duas den�ncias, o governo perdeu base, acho que a base hoje est� muito mais enfraquecida do que o governo imagina.

Seu partido ainda tem base no governo?
Meu partido tem o Minist�rio da Educa��o, o ministro Mendon�a faz um excelente trabalho. Teve a coragem de enfrentar um problema importante que � o ensino m�dio, j� que n�s temos a� 1,8 milh�o de jovens que n�o estudam nem trabalham e precisam voltar a ter uma oportunidade de ter esperan�a, de que vale a pena investir da educa��o para que se tenha um emprego de qualidade no futuro. Vamos defender. N�o tenho problema nenhum em defender o que acredito, mas quero ter independ�ncia de criticar as coisas que foram feitas ou deixaram de ser feitas por esse governo tamb�m.

O senhor pode explicar o que deixou de ser feito no governo?
Acho que o governo cometeu alguns erros b�sicos, como, por exemplo, quando liberou o pre�o do g�s e da gasolina. Esqueceu que a gasolina hoje tem um impacto na vida das pessoas que ganham menos muito maior do que tinha no passado. Esqueceram que o g�s de cozinha faz parte da cesta b�sica da sociedade que tinha menos, e isso tem um impacto grande. Perdeu completamente o discurso da infla��o de alimentos, porque na hora em que o governo vai dizer que o pre�o da comida caiu, o trabalhador vai dizer que o g�s e a gasolina subiram. O governo perdeu a condi��o de entender que a libera��o do pre�o do que era importante para a Petrobras tamb�m geraria um impacto na vida das pessoas mais pobres, e n�o se pensou em nada para cuidar disso. Ent�o, acho que esse pra mim � o erro capital do governo, n�o entender que a pol�tica econ�mica � fundamental. A equipe do ministro Meirelles � muito boa e muito bem montada, mas o �rbitro desse jogo � o presidente da Rep�blica.

O �rbitro n�o est� marcando p�nalti?
Acho que o �rbitro, nesse caso, errou. Teve acertos tamb�m, mas cometeu erros. Estou falando de um caso cl�ssico, de um erro, n�o precisava ter sido assim, no ano passado poderia preparar com esses recursos um programa para compensar o aumento do pre�o do g�s de cozinha. N�o teve. Ou mais alguns bilh�es para ativar a economia, para acelerar a recupera��o econ�mica e a gera��o de empregos com carteira. Desde que o presidente assumiu foi bom, caiu de 14 milh�es para 12 milh�es, mas foi o emprego sem carteira assinada, o emprego prec�rio, o que prevaleceu. E isso n�o � bom. Tem que se entender por que n�o se conseguiu melhorar a qualidade da gera��o de emprego.

Um candidato pr�prio do governo facilita as cr�ticas para os candidatos de partidos da base, como o senhor?
Esse n�o � um problema. A quest�o � a seguinte: o governo quer um candidato para defender o passado, eu quero construir uma candidatura para construir um projeto no futuro. A sociedade conhece o passado, sabe onde tem os erros e acertos do Michel, os da Dilma, do presidente Lula – que, para a sociedade, s�o maiores que os erros. Agora, com tudo que a gente aprendeu, como a gente constr�i um futuro onde de fato um governo vai ser um governo mais simples, menos burocr�tico, p� no ch�o, mais objetivo, e que vai dar solu��es na vida das fam�lias, acho que � isso que a sociedade espera.

E que marca o senhor pretende dar a essa sua campanha?
Minha marca � visitar o Brasil, conhecer de perto os problemas. Aprendendo com a sociedade brasileira, n�o achando que chego tendo tudo pra falar, tenho muito mais a aprender que pra falar. Construir um programa, at� conversando, que seja nesta linha. Acho que essa � a linha que a sociedade quer. Que a gente coloque primeiro o Estado para funcionar, se a gente olhar o censo de educa��o do ano passado, a gente vai ver que a maioria das escolas n�o tem internet. Ser� que a prioridade do governo federal � continuar fazendo investimento em universidade p�blica ou ter coragem de dizer n�o, esse recurso tem que ir pra base para garantir que toda crian�a tenha acesso � internet? Acho que � isso que a sociedade est� esperando, botar as coisas pra funcionar.

O senhor est� parecendo um candidato de oposi��o ao governo…
Voc�s me viram hoje num evento em homenagem � vereadora, eu sabia como era o evento, mas com muita paci�ncia respeitei as cr�ticas, que foram majorit�rias ao presidente da Rep�blica, mas algumas foram ao presidente da C�mara. Respeitei todos. Esse radicalismo que alguns querem manter no Brasil, essa polariza��o antiga e atrasada, foi o que gerou muitos problemas para o Brasil. Essa polariza��o foi comandada pelos governos do PT e do PSDB. Mas o presidente Henrique teve avan�o, claro, o Lula tamb�m. Mas, por exemplo. � justo o trabalhador se aposentar com 65 anos com um sal�rio m�nimo e o que ganha R$ 30 mil se aposentar com R$ 50 mil? N�o, e h� consenso. Mas voc� acha que a oposi��o vai votar com o governo nesse aspecto? N�o vai. Nenhuma oposi��o. Essa polariza��o pra mim significa novo centro, o novo centro n�o significa um espa�o onde voc� abre m�o das suas ideias e n�o pensa nada, muito pelo contr�rio, mant�m seus princ�pios e ideais, mas tem a capacidade de ouvir o outro lado.

Al�m do senhor, tamb�m podem se candidatar Henrique Meirelles, Temer, Alckmin… Qual o risco de querer demais e acabar ficando de novo naquela dicotomia de esquerda versus direita?
Mas nas minhas pesquisas o Bolsonaro n�o vai nem para o segundo turno. Pelo que estou acompanhando, a minha proje��o, ele ter� dificuldade de estar no segundo turno.

Qual a proje��o para o segundo turno?
De acordo com as minhas pesquisas de opini�o, o Ciro estar� no segundo turno. Acho que � o candidato mais forte para estar no segundo turno hoje, � claro que est� todo mundo na pr�-campanha. Acho que o governador Geraldo Alckmin hoje, tem uma boa base em S�o Paulo por ser um bom governador. Mas as pesquisas infelizmente deixam muito claro, ele n�o vai vencer o segundo turno com o Ciro Gomes. Tanto que o Ciro Gomes quer o segundo turno com ele, porque ele sabe que vai vencer, porque a rejei��o ao PSDB inviabiliza a vit�ria. Por isso o DEM resolveu colocar o meu nome.

A chance de o senhor sair em outro cargo nas elei��es � zero?
Zero, nenhuma. Sou pr�-candidato e serei candidato a presidente do Brasil. Pode gravar. E fico muito feliz porque n�o podia imaginar que ningu�m, olhando a pesquisa com meu nome com 1% no m�ximo, vai dizer para mim que “vou com voc�s de qualquer jeito”. Ou�o muito “caminha, porque estaremos com voc� com certeza se voc� estiver viabilizado”. Muitos partidos j� deixaram claro, muitos parlamentares, prefeitos, amigos, pessoas, deixam claro: voc� viabilizado, estamos com voc�.

 


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