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Estado de Minas

Carro do futuro ser� r�pido, h�brido e econ�mico


postado em 02/10/2014 13:02

PARIS - O ve�culo do futuro ser� mais simples, h�brido e r�pido para se adaptar �s exig�ncias ambientais, afirmam fabricantes e especialistas que participar�o do Sal�o do Autom�vel que come�a nesta quarta-feira em Paris.

Fortemente subsidiado pelos governos e alvo de pesado investimento dos grandes fabricantes, o carro el�trico n�o decola, apesar do pre�o do petr�leo.

Os primeiros resultados da mobiliza��o de fabricantes promovida pelos sucessivos governos franceses no marco de um plano industrial, reunidos na "Plataforma do Setor Automobil�stico" (PFA, na sigla em franc�s), ser�o apresentados no sal�o parisiense.

O grupo PSA Peugeot-Citro�n optou por um sistema h�brido in�dito: a energia ficar� contida em um dep�sito de ar de alta press�o comandado por um amortecedor hidr�ulico, em vez de ser armazenada em baterias pesadas e complexas.

O motor propulsor do Peugeot 2008 e do Citro�n C4 Cactus pode consumir dois litros por 100 quil�metros, segundo o PSA.

A Renault garante ter alcan�ado a marca simb�lica de um litro por 100 quil�metros em um carro do tamanho de um Clio. Esse ve�culo, o Eolab, � um h�brido recarreg�vel, quando est� parado, e que utiliza materiais leves e uma aerodin�mica trabalhada para reduzir o consumo.

Carro el�trico, mercado restrito
Esses prot�tipos funcionam com gasolina, o que vai de encontro � economia geralmente associada ao diesel. Na Fran�a, os motores a diesel tinham uma participa��o de 65% do mercado no in�cio de 2014. A produ��o caiu 8 pontos desde 2012, por�m, e todos os especialistas concordam em que continuar� caindo. Em particular, porque o governo franc�s prepara um aumento dos impostos para reduzir a diferen�a com a gasolina.

"O custo dos motores a diesel aumenta com o desenvolvimento das novas normas 'Euro 6'. H� uma sensibiliza��o crescente sobre os riscos para a sa�de. Paralelamente, os motores a gasolina tamb�m avan�am, e os motores h�bridos est�o conquistando parcelas do mercado", disse Marc Boilard, do gabinete de consultores Oliver Wyman.

Fran�ois Jaumain, do gabinete PwC, disse que os motoristas franceses "dirigem menos quil�metros" do que antes e n�o pagam o investimento adicional requerido pelo diesel. Ele destaca tamb�m que alguns fabricantes decidiram abandonar os pequenos ve�culos a diesel. Assim, o novo Twingo da Renault chega ao mercado apenas a gasolina, assim como a dupla C1 e 108 da Citro�n e da Peugeot.

"Quanto ao carro el�trico, continua sendo um mercado marginal", constata R�mi Cornubert, da Oliver Wyman.

De cada mil ve�culos fabricados no mundo em 2013, apenas dois eram el�tricos, relata a PwC, acrescentando que a expectativa � que chegue a nove a cada mil em 2020.

J� os h�bridos podem ocupar 4,7% do mercado mundial em seis anos. Em 2013, esse percentual foi de 2,9%.

"Isso n�o vai decolar, enquanto n�o houver infraestrutura, ou uma ruptura tecnol�gica com as baterias, cuja autonomia ainda � limitada", afirmou Cornubert.

A infraestrutura constitui a maior d�vida para os ve�culos com c�lula a combust�vel de hidrog�nio, como o que a Toyota vai comercializar a partir do ano que vem.

No campo el�trico, a "ruptura tecnol�gica" pode vir do Tesla, fabricante californiano que lan�ou o modelo de luxo "Model S" em 2012, com 500 km de autonomia, mas ao pre�o de 60.000 euros.

A empresa, que instalou 11 esta��es de recarga gratuitas para seus clientes na Fran�a, quer democratizar progressivamente a sua oferta, com um 4x4 e um sed� compacto que podem chegar ao mercado em 2016.

 


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