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Estado de Minas

Empres�rio acusado de matar s�cio em boate de BH vai a j�ri ap�s cinco anos e meio do crime

Fam�lia da v�tima vive a revolta do r�u n�o ter sido preso desde o in�cio do inqu�rito. Julgamento ser� nesta quinta-feira no F�rum Lafayette, em Belo Horizonte


postado em 11/02/2015 15:19 / atualizado em 11/02/2015 15:28

Cipriano responde pelo assassinato e ocultação de cadáver do sócio Gustavo Felício da Silva, de 39(foto: Renato Weil/EM/D.A Press - 10/09/2009 )
Cipriano responde pelo assassinato e oculta��o de cad�ver do s�cio Gustavo Fel�cio da Silva, de 39 (foto: Renato Weil/EM/D.A Press - 10/09/2009 )

“Nossa expectativa � que a Justi�a ocorra, pois a impunidade leva a mais viol�ncia”. Esse � o sentimento da artes� Lilian Copio Fel�cio da Silva, de 75 anos, que h� mais de cinco anos e meio vive a tristeza da perda do filho, Gustavo Fel�cio da Silva, de 39. O homem foi assassinado em agosto de 2009 pelo empres�rio Leonardo Coutinho Rodrigues Cipriano, que era s�cio da v�tima na Boate Pantai Lounge, no Bairro Cidade Jardim, Centro-Sul de Belo Horizonte. O crime foi no pr�prio estabelecimento. O acusado ser� levado a J�ri nesta quinta-feira �s 13h no F�rum Lafayette.

De acordo com o inqu�rito policial, Cipriano, depois de desviar parte de uma verba de patroc�nio da casa noturna, matou Gustavo com um tiro na cabe�a, na tarde de 28 de agosto de 2009. Ele enrolou o corpo numa manta de isolamento ac�stico, colocou nos fundos da boate e na mesma noite participou de uma festa no local. Ele deixou a v�tima dentro de um carrinho de supermercado e o corpo foi encontrado em estado de decomposi��o.

Ciprino chegou a simular que seu s�cio havia sido v�tima de um latroc�nio (roubo seguido de assassinato). � policia contou que, quando o viu pela �ltima vez, a v�tima tinha sa�do com um malote com R$ 7 mil, que seriam destinados a pagar contas. O empres�rio abandonou o carro da v�tima nas proximidades da boate, deixando no ve�culo a carteira de Gustavo, com documentos e R$ 320.

O acusado foi pronunciado pelo juiz Guilherme Queiroz Lacerda em 2011. Por�m, recorreu da senten�a. Em julho de 2012, o desembargador Adilson Lamounier manteve a decis�o e o j�ri popular. De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social, Cipriano n�o chegou a ser preso por causa do crime.

A fam�lia de Gustavo estar� presente no julgamento desta quinta-feira. A expectativa � que consigam a pris�o do r�u. “A morte � uma ferida eterna, mas temos no cora��o a certeza que nas m�os de Deus essa justi�a vai ser feita, mas essa chaga nunca vai acabar. Ele est� usando todos os recursos que cabem, ent�o, nossa expectativa � que agora talvez n�o haja mais espa�o. Tem muita brecha na lei que pode ser usada”, critica L�lian Copio.

A artes� ainda n�o sabe como ser� o momento de ficar cara a cara com o acusado de matar o seu filho. “ Estou tentando preparar psicologicamente para ter maior tranquilidade poss�vel e ter for�a emocional. Nunca encontrei com ele nesse tempo todo e n�o tinha vontade”, comentou. Segundo ela, a fam�lia inteira sofreu com a morte de Gustavo. “Depois do crime, acabou da vida da fam�lia como um todo. Uma coisa que n�o tem repara��o. Quando perde uma pessoa querida por doen�a, acidente, voc� p�e um ponto final, mas neste caso, fica faltando um fechamento”, disse L�lian.

O em.com.br tentou contato com os advogados de Leonardo Cipriano, mas nenhum deles atendeu as liga��es.


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