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Estado de Minas

Aumento de favelas no interior est� ligado ao investimento em cidades m�dias

Ilus�o de emprego atraiu popula��o de baixa renda que vivia em grandes centros e passou a viver em condi��es prec�rias, diz estudo de pesquisador


postado em 30/06/2015 06:00 / atualizado em 30/06/2015 07:11

"Como a gente n�o tinha outro lugar para ir, veio para c�. A grande dificuldade � a falta de �gua", Dalvina Ferreira, que divide barraco com o marido e tr�s filhos pequenos ao lado de aterro, em Montes Claros (foto: Luiz Ribeiro/EM/D.A Press)

O �ltimo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat�stica (IBGE) indica que o maior crescimento populacional no pa�s tem sido registrado nas cidades m�dias e n�o mais preferencialmente nas grandes metr�poles. O ge�grafo Marcos Esdras Leite, doutor e professor de Geoci�ncias da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), desenvolveu o estudo “Geotecnologia aplicada aos assentamentos irregulares urbanos em cidades m�dias”, sobre o aumento de favelas em cidades m�dias, como Montes Claros.

Segundo ele, uma das causas da ocupa��o desordenada � a mudan�a nos interesses empresariais, que passaram a migrar das grandes cidades para as m�dias em busca de maiores lucros. “Onde tem capital, as pessoas v�o atr�s. Assim, a migra��o se intensificou para cidades m�dias e at� pequenas.

Como consequ�ncia do investimento empresarial, pessoas de baixa renda migram para essas cidades e, como n�o t�m condi��es de adquirir im�vel regularizado, acabam ocupando �reas irregulares”. Mas, para ele, n�o h� ainda um processo acentuado de faveliza��o, e sim muitos casos de moradias prec�rias e sem titula��o de propriedade.

“Nesses munic�pios, o poder p�blico � pouco atuante no controle da fiscaliza��o e monitoramento da ocupa��o urbana. Mas devemos nos preocupar com essas cidades, pois tendem a crescer”. Para ele, � dif�cil quantificar as favelas em todo o estado, pois o IBGE n�o faz o monitoramento constante de todas as cidades e trabalha com informa��es fornecidas pelas prefeituras, que normalmente, est�o desatualizadas.

“Al�m disso, o IBGE s� considera os aglomerados com mais de 50 domic�lios, e existem �reas menores que est�o irregulares e em condi��o prec�ria de habita��o”. No caso de Montes Claros, o ge�grafo lembra que as primeiras ocupa��es ilegais ocorreram em 1930 e se intensificaram a partir da industrializa��o da cidade, nas d�cadas de 1960 e 70. “Surgiram ocupa��es em morros e �s margens de c�rregos, isto �, em locais fora do mercado imobili�rio, e sem interven��o do estado essas �reas se expandiram. Atualmente, se tornaram, a maior parte delas, espa�os de vulnerabilidade, com alto �ndice de viol�ncia relacionado ao tr�fico de drogas”.

POBREZA Segundo o professor da Unimontes, o �ltimo levantamento oficial, de 2007, apontou 21 favelas no munic�pio, com 4 mil pessoas. Esdras ressalta que as primeiras favelas surgiram pr�ximo ao distrito industrial local. “Foram �reas ocupadas por pessoas de baixo poder aquisitivo e baixo n�vel educacional”, relata.

“Com o passar dos anos, surgiram favelas em outras regi�es da cidade e aumentaram tamb�m as ocupa��es em beira de c�rregos e em terrenos p�blicos”, completa.

Veja depoimento de mulher que mora perto de aterro

 

Em busca de uma casa


A catadora Dalvina Ferreira, de 47 anos, divide um barraco em um aglomerado perto do antigo lix�o de Montes Claros com os tr�s filhos pequenos e o  o companheiro, Jos� Geraldo Batista, de 34. Ela conta que sua fam�lia � retirante de S�o Jo�o da Ponte, tamb�m no Norte de Minas, e que chegou a Montes Claros h� 20 anos. “Como a gente n�o tinha outro lugar para ir, veio para c�”, diz. “A grande dificuldade aqui � a falta de �gua”, reclama a mulher, que tem expectativa de sair de perto do aterro: “Me inscrevi no (programa) Minha casa, minha vida e estou esperando a casinha sair”.

Dalvina e Jos� Geraldo driblam a vigil�ncia do aterro e catam garrafas PET e outros recicl�veis, conseguindo uma renda de cerca de R$ 400 por m�s com a venda dos produtos que apanham no lixo.

Na “favelinha do lix�o”, tamb�m vive o servente de pedreiro Hebert de Oliveira, que mora num barraco em p�ssimo estado, com lixo esparramado pelo quintal. Ele conta que chegou ao local h� mais de 20 anos, levado por sua m�e, que ocupou o terreno. Apesar da situa��o ruim, Hebert, que � casado e tem dois filhos pequenos, garante que n�o tem do que reclamar: “J� me acostumei a viver aqui”.

PREFEITURA
A proibi��o de entrada de catadores no antigo lix�o de Montes Claros pela prefeitura ocorreu no fim da d�cada de 1990, na gest�o do prefeito Jairo Ata�de, ap�s publica��o de reportagem do Estado de Minas, que mostrou as condi��es insalubres de quem catava materiais entre urubus e ficava exposto a doen�as.

A secret�ria adjunta de Desenvolvimento Social de Montes Claros, Ana Maria Resende, afirma que a cidade viveu muitos problemas com a faveliza��o decorrente da chegada de migrantes da seca, que se intensificou na d�cada de 1980. “Mas � coisa do passado. Aquela situa��o de barracos de lona preta n�o existe mais na cidade”, diz a secret�ria, salientando que a prefeitura tem combatido o problema com um programa habitacional, fortalecido com as moradias do programa Minha casa, minha vida.


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