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Estado de Minas PANDEMIA

Coronav�rus: o modelo matem�tico que explica como evitar meio milh�o de mortes na Am�rica Latina

Segundo c�lculos da Universidade de Washington, em 1� de outubro a Am�rica Latina e o Caribe somar�o 438 mil mortes, sendo 166 mil no Brasil


postado em 08/07/2020 10:03 / atualizado em 08/07/2020 11:47

Universidade de Washington aponta que medidas importantes como uso de máscara podem evitar centenas de milhares de mortes na América Latina(foto: Getty Images)
Universidade de Washington aponta que medidas importantes como uso de m�scara podem evitar centenas de milhares de mortes na Am�rica Latina (foto: Getty Images)

Rafael Lozano insiste que a mensagem importante aqui �: vidas podem ser salvas.

O renomado m�dico mexicano � diretor de sistemas de sa�de do Instituto de M�tricas e Avalia��o da Sa�de (IHME, na sigla em ingl�s) da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, autor de um modelo que prediz como ser� a propaga��o da covid-19 em diversos pa�ses do mundo.

No fim de junho, foram acrescentados tr�s cen�rios poss�veis ao modelo matem�tico, que � uma das refer�ncias utilizadas pela Casa Branca para tomar decis�es e tra�ar estrat�gias.

Os cen�rios levam em conta medidas adotadas por pa�ses ou regi�es para projetar quantas pessoas ser�o infectadas ou morrer�o da doen�a causada pelo novo coronav�rus em 1º de outubro.

"Mais do que contar mortos, os cen�rios buscam quantificar quantas vidas podem ser salvas. Isso muda muito a mensagem", afirma Lozano � BBC Mundo (servi�o em espanhol da BBC) por videochamada desde a cidade americana de Seattle.

A insist�ncia de Lozano no enfoque otimista faz sentido. Em junho, Am�rica Latina e Caribe se tornaram o novo epicentro da pandemia, depois de China, Europa e EUA ocuparem esse posto.

Nos �ltimos 14 dias, o Brasil e outros pa�ses do subcontinente americano somaram 872 mil casos novos, pouco mais de um ter�o do total global (2,6 milh�es), segundo dados do Centro Europeu de Controle e Preven��o de Doen�as. 

Se formos considerar as mortes por covid-19 registradas no fim de junho, morriam cerca de 5 mil pessoas no mundo por dia. A cada 10 mortes, 2 ocorriam no Brasil e 3 em outros pa�ses da Am�rica Latina e do Caribe. 

Segundo c�lculos do IHME, em 1º de outubro, a Am�rica Latina e o Caribe (contando o Caribe ingl�s) somar�o 438 mil mortes.

Mais especificamente, o Brasil deve superar 166 mil mortes e o M�xico 88 mil, enquanto outros seis pa�ses ultrapassar�o a barreira das 10 mil mortes: Argentina, Chile, Col�mbia, Equador, Guatemala e Peru.

E esses n�meros nem s�o os projetados pelo cen�rio mais fatalista.

Mortes por covid-19 na América Latina. .  .

O modelo

O IHME n�o � o primeiro nem o �nico instituto medindo o curso da pandemia de covid-19 a partir do n�mero de pessoas suscet�veis � doen�a, daquelas expostas ao v�rus, de infectados e de recuperados.

Mas a equipe do instituto vai al�m e est� em contato com governos da Col�mbia, do Peru, do Brasil, do Chile e dos EUA, entre outros tomadores de decis�o.

"A grande vantagem do modelo que estamos usando � que nos baseamos em uma s�rie de vari�veis que ajudam n�o apenas a estabelecer dados concretos como tamb�m em que momento haver� uma demanda maior por leitos hospitalares", diz Lozano.

Para isso, s�o levados em considera��o "elementos como o n�mero de pessoas que circulam pelas ruas, quando as normas de distanciamento social entraram em vigor e o grau de aceita��o destas normas, ou que propor��o da popula��o usa m�scara."


(foto: BBC)
(foto: BBC)

Al�m disso, leva em considera��o outros determinantes "menos tradicionais" entre modelos matem�ticos, segundo ele, como densidade demogr�fica, perfis de mortalidade no pa�s ou padr�es sazonais de pneumonia — que atualmente est�o no auge no hemisf�rio Sul.

Mas talvez o mais interessante seja como seu gr�fico interativo simplesmente mostra o efeito que diferentes decis�es pol�ticas e individuais t�m na trajet�ria da pandemia.

Os 3 cen�rios

Lozano explica que, ao construir o modelo matem�tico, conversaram com governantes, equipes t�cnicas e encarregados de setores de sa�de p�blica das partes mais distintas do mundo.

"Primeiro, eles queriam saber em que momento haver� uma press�o maior por leitos", conta Lozano, tanto gerais quanto em unidades de terapia intensiva (UTI), e tamb�m por respiradores artificiais.

Depois, segundo Lozano, os pa�ses queriam entender quando � o momento de sair da mitiga��o da pandemia, do distanciamento social severo.

"E agora, estamos com o debate entre n�o fazer nada ou for�ar muito a abertura, e � sempre bom para o pol�tico e a popula��o em geral ter em vista esses cen�rios."

O primeiro cen�rio � o "pessimista". Ele sup�e que as medidas de quarentena (obriga��o de ficar em casa, fechamento de escolas e servi�os n�o essenciais, proibi��o de eventos coletivos etc.) v�o se flexibilizando de forma cont�nua e constante.

Segundo Lozano, "se as medidas preventivas forem flexibilizadas, estimamos para a regi�o da Am�rica Latina e do Caribe que haver� cerca de 900 mil mortes em 1º de outubro".


(foto: BBC)
(foto: BBC)

"N�o h� governo que possa aceitar esse tipo de cen�rio, mas n�o mostr�-lo � deixar de informar", afirma o pesquisador.

Nos outros dois cen�rios, as proje��es tamb�m se baseiam na ideia de que as medidas v�o sendo relaxadas, mas aqui, se a taxa di�ria de mortes atinge a marca de 8 por 1 milh�o de habitantes, o pa�s volta a impor medidas de restri��o de circula��o por seis semanas.

A diferen�a desses dois cen�rios est� na utiliza��o ou n�o de m�scaras.

Na proje��o que o IHME chama de "tend�ncia atual", a popula��o n�o usa m�scaras de forma abrangente. Mesmo assim, como resultado, a estimativa de mortes por covid-19 para toda a regi�o passa a ser 438 mil em 1º de outubro.

No terceiro cen�rio, em que, al�m da volta de medidas de distanciamento, o uso de m�scara passa a ser generalizado, as mortes cairiam para 389 mil.

"� uma a��o que mistura a responsabilidade dos indiv�duos, toda vez que sa�mos para as ruas, com a dos governantes, que s�o os que est�o gerando essas v�lvulas de escape para reabrir a economia", diz Lozano.

Quais s�o as proje��es para o Brasil?

O modelo matem�tico da Universidade de Washington aponta tr�s perspectivas para o Brasil.

No cen�rio "pessimista", em que a flexibiliza��o do distanciamento social segue em frente mesmo quando a situa��o se agrava, o pa�s atingiria a marca de 4,5 mil mortes por dia em 7 de setembro. Em compara��o, o Brasil registra em 7 de julho uma m�dia de quase mil mortes por dia.


(foto: BBC)
(foto: BBC)

No cen�rio considerado como "tend�ncia atual", o pa�s estaria em torno do patamar de 900 mortes por dia. E caso haja uma ado��o abrangente de m�scaras pela popula��o, haveria cerca de 760 mortes por dia.

Em n�meros absolutos, o modelo prev� 340 mil mortes no pior cen�rio, 166 mil na perspectiva de abre e fecha e 147 mil com uso abrangente de m�scaras.

A Universidade de Washington tamb�m estima que, por causa da subnotifica��o, o n�mero de casos novos di�rios de covid-19 � seis vezes maior que o oficial. Ou seja, segundo o modelo, 250 mil pessoas contraem atualmente o v�rus no pa�s por dia. Em compara��o, os dados oficiais indicam uma m�dia de 40 mil casos por dia.

Daqui a um m�s, seriam 900 mil no pior cen�rio, cerca de 110 mil na tend�ncia atual e quase 100 mil com uso abrangente de m�scara.

O caso do Equador

Ao analisar os gr�ficos, os cen�rios parecem n�o oferecer solu��es simples para os governos da regi�o.

O exemplo mais dram�tico � o do Equador, onde o IHME projeta uma segunda onda a partir de agosto.

Segundo o modelo, se as medidas de flexibiliza��o avan�arem sem qualquer recuo, o pa�s sul-americano passar� das 4.781 mortes registradas em 6 de julho para mais de 21,3 mil em 1º de outubro. No cen�rio em que o distanciamento � readotado, morreriam 20,2 mil. Na proje��o que considera uso abrangente de m�scaras, as mortes totalizariam 19,5 mil.

"A epidemia no Equador � completamente diferente da epidemia no Brasil, no M�xico e na Col�mbia. � muito parecida com a europeia. Teve seu crescimento nos meses de mar�o e abril e depois um plat� por muitos meses", explica Lozano.

Segundo ele, a pequena diferen�a entre os tr�s cen�rios do Equador mostram que quando os n�veis de propaga��o do v�rus s�o muito elevados, as interven��es perdem sua efic�cia.

Os bem-sucedidos Paraguai e Uruguai

Por outro lado, as proje��es preveem um crescimento consider�vel de infec��es e mortes em pa�ses que t�m sido elogiados mundialmente por suas exitosas estrat�gias de conten��o do coronav�rus.

� o caso do Paraguai, que em 6 de julho tinha 20 mortes pela covid-19 e pode ter 271 mortes em 1º de outubro, segundo o IHME. Nos mesmos tr�s meses, o Uruguai passaria de 28 para 340 mortes.

Em rela��o a esses dois pa�ses, Lozano afirma que a explica��o dos n�meros est� na sazonalidade e na preval�ncia de pneumonias. "O inverno no Sul � dentro e fora de casa, e n�o apenas fora, como acontece nos pa�ses europeus. Isso faz uma enorme diferen�a."

Segundo Lozano, do IHME, "a narrativa sobre a pandemia deve come�ar em busca de esperan�a, de sa�das".

Para isso, ele acredita que � importante fornecer dados que permitam aos governos tomar medidas fundamentadas, mas tamb�m que as pessoas possam avaliar e decidir se devem ou n�o visitar seus av�s ou encontrar seus amigos.

Descobrir qual � a preval�ncia de casos na �rea, se a reuni�o ocorrer� em um espa�o aberto ou fechado e quanto tempo durar�, por exemplo, "permite que um comportamento mais colaborativo reduza a propaga��o do v�rus", defende o m�dico mexicano.

"O que precisamos � melhorar nossos indicadores para que as pessoas possam avaliar a situa��o dia a dia e se sentirem confiantes em sair."


(foto: BBC)
(foto: BBC)

(foto: BBC)
(foto: BBC)

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O que � o coronav�rus

Coronav�rus s�o uma grande fam�lia de v�rus que causam infec��es respirat�rias. O novo agente do coronav�rus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doen�a pode causar infec��es com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.

V�deo: Por que voc� n�o deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp

Como a COVID-19 � transmitida? 

A transmiss�o dos coronav�rus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secre��es contaminadas, como got�culas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal pr�ximo, como toque ou aperto de m�o, contato com objetos ou superf�cies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

V�deo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronav�rus?


Como se prevenir?

A recomenda��o � evitar aglomera��es, ficar longe de quem apresenta sintomas de infec��o respirat�ria, lavar as m�os com frequ�ncia, tossir com o antebra�o em frente � boca e frequentemente fazer o uso de �gua e sab�o para lavar as m�os ou �lcool em gel ap�s ter contato com superf�cies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.

Quais os sintomas do coronav�rus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas g�stricos
  • Diarreia

Em casos graves, as v�timas apresentam:

  • Pneumonia
  • S�ndrome respirat�ria aguda severa
  • Insufici�ncia renal
Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avan�am na identifica��o do comportamento do v�rus. 

V�deo explica por que voc� deve 'aprender a tossir'


Mitos e verdades sobre o v�rus

Nas redes sociais, a propaga��o da COVID-19 espalhou tamb�m boatos sobre como o v�rus Sars-CoV-2 ï¿½ transmitido. E outras d�vidas foram surgindo: O �lcool em gel � capaz de matar o v�rus? O coronav�rus � letal em um n�vel preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar v�rias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS n�o teria condi��es de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um m�dico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronav�rus.

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