
Katya Hemelrijk da Silva, de 38 anos, tem Osteogenisis Imperfeita, doen�a conhecida como "ossos de vidro", ou seja, seus ossos quebram com facilidade. Ela voltava de f�rias em Foz do Igua�u, com destino a Curitiba, e ao ser informada que n�o havia equipamentos adequados de acessibilidade para deficientes - como uma 'stair trac' ou uma 'ambulift' -, Katya decidiu subir os 15 degraus se arrastando.
Segundo a Anac, a empresa a�rea e o operador do aeroporto devem esclarecer as irregularidades na conduta, perante � resolu��o de 2013 da Ag�ncia, que trata de passageiros que demandam atendimento especial no transporte a�reo.
O fato gerou muita repercuss�o ao ser compartilhado nas redes sociais. Katya reiterou que a companhia a�rea foi atenciosa e ofereceu a possibilidade de embarque em um outro voo. Ela tamb�m aproveitou o esclarecimento na sua p�gina da rede social para esclarecer que n�o entrar� com um processo na Juti�a e que a inten��o � de "aproveitar o ocorrido para tentar ajud�-los a se estruturar melhor, frente �s adversidades que podem aparecer em qualquer momento".
Katya cita o fato de o pa�s estar prestes a receber uma paraolimp�ada e que quer que as pessoas tenham uma consci�ncia e conhecimento maior sobre como lidar com pessoas com necessidades especiais, seja ela qual for. "� bem mais simples do que muitos imaginam", completa.
A GOL lamentou o ocorrido e disse estar tomando as medidas necess�rias para evitar situa��es como esta. A companhia tamb�m comentou que "o equipamento da base de Foz de Igua�u n�o estava dispon�vel para uso e por isso n�o p�de ser utilizado". Em nota, a GOL disse que "tentou com as demais empresas conseguir o equipamento, o que tamb�m n�o foi poss�vel, e ofereceu outras alternativas para a cliente, que optou por seguir sem a ajuda dos colaboradores da companhia", finalizou.
Consultada, a Infraero informou que o embarque e o desembarque de passageiros s�o da responsabilidade de cada companhia a�rea.
