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Estado de Minas

Inc�ndio em Santos pode acabar nesta segunda-feira

Bombeiros atuam no controle das chamas h� mais de 90 horas


postado em 06/04/2015 10:19 / atualizado em 06/04/2015 10:35

(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
(foto: Corpo de Bombeiros/Divulga��o)
O Corpo de Bombeiros acredita que o inc�ndio em tanques da Ultracargo/Tequimar, na �rea industrial da Alemoa, em Santos, litoral sul de S�o Paulo, pode acabar ainda nesta segunda-feira, 6. � a primeira previs�o feita pela corpora��o desde o come�o do acidente, �s 10h de quinta-feira, 2.

J� s�o mais de 90 horas de combate ininterrupto �s chamas, com o uso de mais de 5 bilh�es de litros de �gua. Neste momento, dois tanques com gasolina est�o em chamas. No total, seis cilindros foram atingidos.

O p�tio tem 58 tanques, que armazenam etanol, gasolina, �leo diesel, �leos vegetais, fertilizantes l�quidos e outros produtos qu�micos, incluindo solventes. No total, a Ultragargo � dona de 175 tanques, espalhados por uma �rea de 190 mil metros quadrados.

Um relat�rio preliminar enviado pela Ultracargo para a Companhia Ambiental do Estado de S�o Paulo (Cetesb) na noite deste domingo, 5, aponta que o inc�ndio alterou a qualidade da �gua do mar no Canal do Estu�rio, o que pode ter causado a morte de milhares de peixes.

"A �gua usada para conter as chamas foi despejada no estu�rio pelo sistema de escoamento da Ultracargo contaminada com combust�vel, provocando altera��o da temperatura e satura��o do oxig�nio, provavelmente causando a morte dos peixes", diz Cesar Eduardo Padovan Valente, gerente da ag�ncia ambiental da Cetesb em Santos.

De acordo com o especialista, entre os animais mortos est�o bagres, garoupas e outras esp�cies, com at� 70 cent�metros de comprimento. Uma empresa est� recolhendo os peixes mortos.

O documento, que foi solicitado � Ultracargo pela Cetesb, tamb�m detectou altera��o na qualidade do ar no entorno do local do inc�ndio. Um equipamento do Ex�rcito deve come�ar a fazer nesta segunda-feira, 6, o monitoramento do ar na regi�o.

Multa

A secret�ria estadual do Meio Ambiente, Patr�cia Iglecias, esteve no local do inc�ndio neste s�bado, 4, e falou sobre poss�veis penalidades � Ultracargo. "Existe uma legisla��o estadual. E tamb�m � poss�vel aplicar Decreto Federal nº 6.514. A multa chegaria a R$ 50 milh�es, mas aplica��o depende de uma an�lise mais detalhada", diz.

"A qualidade do ar foi afetada e est� muito ruim. Na p�gina da Cetesb na internet, a qualidade do ar na regi�o do inc�ndio est� classificada como N3-Ruim. A situa��o n�o � boa por v�rios motivos, mas a fuma�a � mais preocupante do que uma poss�vel chuva �cida, porque essa fuma�a que est� sendo inalada na �rea do inc�ndio tem concentra��es de SO2 (di�xido de enxofre) muito acima das recomendadas pela Organiza��o Mundial de Sa�de (OMS)", alerta o meteorologista Ivan Greg�rio Hetem, mestre em fontes de material particulado. "O limite � 40 e o verificado l� � maior do que 100. A melhor provid�ncia � se afastar do local, para evitar a inala��o dessa fuma�a."

O di�xido de enxofre � formado a partir da queima da gasolina. � o mesmo g�s expelido pelo escapamento de carros. No caso dos ve�culos, isso ocorre em menor quantidade por causa dos catalisadores e outros filtros. Em ambas as situa��es, o SO2 se transforma em �cido sulf�rico ao reagir com a umidade do ar.

No inc�ndio dos tanques da Ultracargo, n�o h� qualquer tipo de filtragem e a fuma�a preta - jun��o de part�culas provenientes do combust�vel, do tanque e de outros itens queimados -, est� flutuando sobre a regi�o.

Moradores de bairros pr�ximos est�o apreensivos e esse temor � fortalecido por especula��es, principalmente nas redes sociais, sobretudo no que diz respeito � chuva �cida.

"Chuva �cida n�o � chuva de �cido", diz Hetem. "Obviamente, ela faz mal � sa�de. Por isso, a popula��o deve evitar a exposi��o. No caso de uma chuva forte, de um temporal, a nuvem carregada vem de outro local e desaba. Como as gotas s�o grandes, elas d�o uma esp�cie de 'abra�o' no �cido formado a partir da rea��o do g�s com a umidade do ar, que � dilu�do e empurrando para o solo. E o ar fica limpo. Agora, quando h� chuva fraca, esse �cido participa da forma��o da gota e desce dentro dela. Como a quantidade de �gua nessa gota � menor, a concentra��o do �cido � maior", explica o especialista.

Previs�o do tempo

De acordo com Alexandre Nascimento, meteorologista da ClimaTempo, a previs�o para as pr�ximas 36 horas na Baixada Santista � de chuva, com baixa intensidade. "H� uma frente fria no sul do Pa�s que avan�a em dire��o ao Sudeste, paralelo � costa, que tamb�m deve provocar vento moderado, predominante vindo do mar em dire��o ao continente", diz o especialista.

Em Santos, por enquanto, est� descartada a possibilidade de evacua��o dos moradores das imedia��es do terminal da Ultracargo. "Os produtos qu�micos que poderiam causar dano � popula��o j� foram retirados dos tanques pr�ximos ao inc�ndio. E foram isolados em outros tanques, a uma dist�ncia de 1 km", afirma o coordenador da Defesa Civil estadual e chefe da Casa Militar do Estado, Jos� Roberto Rodrigues Oliveira.

Segundo Oliveira, existem planos de emerg�ncia e de conting�ncia - elaborados anteriormente - com todas as medidas necess�rias em caso de acidentes como esse. "Todos os �rg�os envolvidos estavam totalmente preparados, caso houvesse risco de vazamento de fuma�a t�xica na atmosfera, para remover aproximadamente 400 pessoas da Alemoa", diz.

"Sempre que h� uma necessidade, todos os �rg�os t�cnicos s�o acionados, as esferas municipal, estadual e federal se re�nem em um gabinete de integra��o. E as a��es s�o coordenadas. Tudo � planejado e inclusive fazemos simulados a cada dois anos, com ou sem a popula��o", explica o coordenador.


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