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Estado de Minas GERAL

Doria afasta mais 32 policiais envolvidos no caso de Parais�polis

As investiga��es s�o conduzidas pela Corregedoria da Pol�cia Militar e pelo Departamento de Homic�dios e Prote��o � Pessoa (DHPP), da Pol�cia Civil


postado em 09/12/2019 22:58 / atualizado em 09/12/2019 23:50

O governador João Doria não participou da entrevista coletiva que foi concedida após o encontro(foto: GOVESP/Divulgação )
O governador Jo�o Doria n�o participou da entrevista coletiva que foi concedida ap�s o encontro (foto: GOVESP/Divulga��o )
O governador de S�o Paulo, Jo�o Doria (PSDB), atendeu a um pedido de parentes das v�timas pisoteadas em Parais�polis e afastou mais 32 policiais militares que atuaram na ocorr�ncia. Seis agentes j� haviam sido afastados no dia seguinte ao caso, ocorrido na madrugada do dia 1º. Os agentes dever�o passar a atuar exclusivamente em atividades administrativas at� a conclus�o das investiga��es. As fam�lias relataram receio de que os Pms prejudicassem as investiga��es e at� mesmo se envolvessem em casos similares.

A reuni�o com os parentes ocorreu nesta segunda-feira, 9, no Pal�cio dos Bandeirantes. O afastamento integrou uma s�rie de reivindica��es apresentada pelas fam�lias. Danylo Am�lcar, de 19 anos, irm�o de Denys Henrique Quirino da Silva, morto em Parais�polis, disse que o afastamento significa um avan�o na luta por justi�a. "T�nhamos medo de repres�lias e que eles interferissem nas provas do crime. O governador atendeu o nosso pedido porque entendeu que ele � justo, que n�o era uma exig�ncia maluca", disse Am�lcar.

Os 32 policiais fazem parte da tropa do 16º Batalh�o, que atua na �rea de Parais�polis. As investiga��es s�o conduzidas pela Corregedoria da Pol�cia Militar e pelo Departamento de Homic�dios e Prote��o � Pessoa (DHPP), da Pol�cia Civil. Uma comiss�o externa, formada por membros da sociedade civil, j� havia sido criada para acompanhar a investiga��o, o que tamb�m foi um pedido das fam�lias.

Os parentes apresentaram ao governador ainda o pedido para que o general Jo�o Camilo Pires de Campos, secret�rio da Seguran�a, realize uma audi�ncia p�blica explicando a opera��o em Parais�polis. Nela, o secret�rio responderia a quest�es da sociedade civil e de especialistas sobre o caso. Segundo Am�lcar, Doria disse que veria a possibilidade de isso ocorrer.

Por fim, as fam�lias tamb�m pediram que as pr�ximas a��es da PM sejam precedidas por um di�logo com as comunidades envolvidas.
"A comunidade tem medo da pol�cia, sempre teve. Uma das nossas reivindica��es � que ocorra um di�logo para que o aconteceu no baile n�o se repita. Para que o Estado n�o chegue impondo viol�ncia", disse o jovem. Uma nova reuni�o come�ou a ser planejada, mas n�o foi definida uma data.

A procuradora-geral do Estado, Lia Porto Corona, participou do encontro desta segunda. "Foi uma reuni�o para escutar as fam�lias e mostrar a postura do Estado em rela��o � situa��o e ao que estamos fazendo. As palavras principais foram respeito, transpar�ncia e provid�ncia."

O governador Jo�o Doria n�o participou da entrevista coletiva que foi concedida ap�s o encontro. Em nota, o governador disse reafirmar o "comprometimento do Governo de S�o Paulo para que as investiga��es das mortes sejam transparentes e rigorosas, com acompanhamento de �rg�os independentes de fiscaliza��o, como o Minist�rio P�blico e a Defensoria P�blica".


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