
Bolsonaro disse, ainda, que "estados e munic�pios t�m estoques de seringas para o in�cio das vacina��es”.
O grupo de prefeitos, por sua vez, afirmou que o Brasil precisa “de uma coordena��o nacional, com a participa��o de estados e munic�pios para enfrentar o novo coronav�rus de forma compartilhada e complementar, como � a premissa do Sistema �nico de Sa�de (SUS)”.
“A��es descoordenadas, imprecisas e pouco alicer�adas em informa��es confi�veis s� tumultuam ainda mais o cr�tico cen�rio que o Brasil atravessa”, pontuaram.
A Frente explicou que, de fato, os munic�pios possuem um estoque rotineiro de insumos, dentre eles seringas e agulhas, que serve para procedimentos diversos.
“No entanto, um plano de vacina��o t�o urgente e abrangente, como o necess�rio contra a COVID-19, demanda planejamento, organiza��o e uma complexa log�stica de aquisi��o e distribui��o de insumos. Para utilizar o estoque regular, � fundamental que se estabele�a a forma de reposi��o para que a popula��o n�o sofra com uma poss�vel falta de materiais para outras necessidades de sa�de”, ressaltou o grupo.
Fabricantes alertaram
Desde o in�cio do segundo semestre, fabricantes alertam que o governo precisaria acelerar as negocia��es para aquisi��o de seringas e agulhas, sob o risco de o pa�s n�o conseguir os produtos.
Agora, o governo tem enfrentado dificuldades. No fim do ano, o preg�o aberto pelo Minist�rio da Sa�de para compra de seringas e agulhas foi um grande fracasso, pois precisava de 331 milh�es de unidades, mas teve oferta para apenas 7,9 milh�es.
Os fabricantes informaram que n�o houve interessados porque o pre�o pago pelo governo est� muito abaixo do mercado.
Agora, o governo decidiu zerar os impostos sobre importa��o de seringas e agulhas.
A a��o deixar� mais barato comprar as unidades no exterior. Outra medida tomada, a fim de garantir seringas e agulhas para o in�cio do plano de vacina��o, foi uma requisi��o administrativa de estoques excedentes de fabricantes brasileiros para serem usadas na vacina��o contra o novo coronav�rus no pa�s feita pela pasta da Sa�de.
O governo tamb�m restringiu a exporta��o de seringas e agulhas, conforme portaria publicada no dia 31 de dezembro de 2020 pela Secretaria de Com�rcio Exterior (Secex), �rg�o do Minist�rio da Economia.
Agora, a exporta��o de unidades exige uma “licen�a especial de exporta��o de produtos para o combate � COVID-19”.
