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H� luz no t�nel para a Vale

A li��o que aprendemos com tudo o que aconteceu � que h� necessidade de seguir e cumprir normas punitivas e preventivas


postado em 16/02/2019 05:07

 






A trag�dia em Brumadinho, em 25 de janeiro, causou, entre tantas outras consequ�ncias, uma das piores crises do setor de minera��o. De 2015 a 2019, vivenciamos uma recorr�ncia de fatos nesse segmento, o que torna dif�cil prever o que acontecer� daqui pra frente. Apesar disso, acredito que, ao contr�rio de Mariana, Brumadinho ter� desdobramentos mais demorados.

Al�m da recorr�ncia, temos um quadro de muitos outros fatores negativos, como vidas ceifadas, natureza destru�da, falta de confian�a dos investidores e dos acionistas, negociadores e de toda uma sociedade nacional e internacional. Levando em conta tudo isso, a retomada da confian�a na companhia pode ser lenta, e at� isso acontecer teremos oscila��es das a��es da Vale na bolsa, algo j� esperado pelo mercado.

Devemos questionar o que ser� feito no futuro. Economicamente, o mercado entende que a Vale j� vinha operando de maneira arriscada. No per�odo de 2000 a 2010, a Vale distribuiu algo em torno de US$ 15 bilh�es em dividendos para seus acionistas. Nos anos seguintes, 2011 a 2018, a empresa distribuiu um valor duas vezes maior.

Al�m disso, no in�cio do per�odo de aumento significativo nos dividendos, o pre�o do min�rio de ferro caiu pela metade, entre janeiro de 2011 e janeiro de 2019. Entendo que a estrat�gia utilizada pela companhia para enfrentar essa queda foi aumentar a produ��o, talvez em n�vel maior do que a seguran�a comportaria, para aumentar o faturamento, ao mesmo tempo em que investiu menos em manuten��o, para reduzir gastos.

Esse tipo de estrat�gia nada tem a ver com incompet�ncia, mas, sim, com um plano que prioriza o lucro em detrimento da seguran�a. Ap�s a barragem de Brumadinho sucumbir e causar uma trag�dia de grandes propor��es, o plano ficou mais do que evidente aos olhos do p�blico.

Em consequ�ncia, h� uma press�o da sociedade civil, dos minist�rios p�blicos, dos investidores e da popula��o pela mudan�a da estrat�gia. A li��o que aprendemos com tudo o que aconteceu � que h� necessidade de seguir e cumprir normas punitivas e preventivas. N�o basta corrigir apenas o que h� pela frente. Precisamos de leis e normas que reconhe�am todos os envolvidos e n�o apenas quem emite laudos.

Para a retomada da empresa, a transpar�ncia � fundamental na transmiss�o de informa��es � popula��o e aos investidores. Claramente, a Vale conta com uma equipe t�cnica competente que tem um mapeamento de risco da situa��o. Podemos constatar isso no posicionamento r�pido da empresa ao descomissionar 10 barragens similares a Brumadinho e Mariana.

Essa agilidade para evitar que mais trag�dias como essas se repitam nos mostra que o rompimento das barragens aconteceu por escolhas estrat�gicas e n�o por falta de conhecimento. Por isso, a companhia precisa ser transparente e abrir sua investiga��o, por mais que isso seja seu atestado de culpa.

Al�m das consequ�ncias nacionais, a Vale enfrentar� uma s�rie de a��es vindas dos Estados Unidos, da �sia e da Europa. A China, grande compradora de min�rios, possivelmente se pronunciar�. E acredito que a maioria dessas a��es dever� resultar em acordos financeiros.

Do ponto de vista estrat�gico, considero que a Vale deva voltar para suas ra�zes. Para isso, s�o necess�rias transpar�ncia, gest�o reestruturada e respostas claras � sociedade.  A companhia tamb�m deve reformular a estrat�gia de remunera��o de seus acionistas, visando � sustentabilidade do neg�cio ao longo dos anos.

Apesar da grave situa��o, h� luz no t�nel para a Vale. Os bloqueios enfrentados pela mineradora s�o preventivos e devem ser superados por medidas judiciais em breve, para que n�o se inviabilize o setor.

O que aconteceu em Mariana e Brumadinho pode ser o ponto de partida para uma nova fase, que marca o fim da estrat�gia da atual Vale e o poss�vel recome�o de uma tradicional companhia.

Ainda veremos a Vale fechando muitos acordos indenizat�rios e isso ter� um impacto expressivo em suas finan�as, mas ainda assim n�o ser� algo que represente risco de fechamento ou fal�ncia, o que � positivo n�o s� para a companhia, mas tamb�m para a economia em geral.


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