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Estado de Minas POL�TICA

Fachin prorroga investiga��es sobre Maia e pai em inqu�rito da Odebrecht

No �ltimo dia 10, a procuradora-Geral da Rep�blica, Raquel Dodge, enviou ao STF uma manifesta��o em que aponta que a an�lise do sistema de propina da Odebrecht indica supostas execu��es de pagamento que totalizam R$ 1,4 milh�o


postado em 24/04/2019 21:49 / atualizado em 24/04/2019 22:27

A investigação foi aberta em abril de 2017 com base em delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht(foto: Nelson Jr./SCO/STF)
A investiga��o foi aberta em abril de 2017 com base em dela��es de executivos e ex-executivos da Odebrecht (foto: Nelson Jr./SCO/STF)
O relator da Opera��o Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu prorrogar por mais 30 dias as investiga��es do presidente da C�mara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e seu pai, o vereador C�sar Maia (DEM-RJ), em um inqu�rito instaurado no �mbito da dela��o da Odebrecht. A Procuradoria-Geral da Rep�blica (PGR) havia pedido que a apura��o fosse esticada por 60 dias. O inqu�rito investiga se o presidente da C�mara e o pai teriam solicitado e recebido da Odebrecht supostas vantagens indevidas entre 2008 e 2013.

No �ltimo dia 10, a procuradora-Geral da Rep�blica, Raquel Dodge, enviou ao STF uma manifesta��o em que aponta que a an�lise do sistema de propina da Odebrecht indica supostas execu��es de pagamento que totalizam R$ 1,4 milh�o para codinomes atribu�dos aos dois investigados.

"Em s�ntese, o trabalho policial aponta que foram constatados, a partir de exames periciais em arquivos dispon�veis no material examinado, registros de negocia��es, ordens de pagamentos e execu��o de pagamentos aos benefici�rios de codinome 'Despota', 'Botafogo' e 'Inca', atribu�dos a C�sar Maia e a Rodrigo Maia", apontou a procuradora-geral da Rep�blica.

Entre as medidas que ainda faltam ser realizadas no inqu�rito est� a obten��o dos registros hist�ricos de cadastro dos terminais telef�nicos utilizados por Maia e seu pai. A investiga��o foi aberta em abril de 2017 com base em dela��es de executivos e ex-executivos da Odebrecht. � �poca, um dos delatores afirmou que Maia teria solicitado R$ 350 mil como forma de contribui��o para a campanha eleitoral de 2008.

No entanto, nem Maia nem seu pai foram candidatos na elei��o daquele ano. Em 2010, segundo a PGR, Maia teria solicitado um repasse financeiro a um ex-diretor da empreiteira, tendo como pano de fundo a campanha de seu pai. Segundo a PGR, foi autorizado o "pagamento de R$ 600 mil, dos quais j� se encontrou comprovantes de pagamento de R$ 400 mil, realizado pelo Setor de Opera��es Estruturadas", conhecido como o setor de propinas da empreiteira.

Registros

Na manifesta��o, a chefe da PGR tamb�m aponta que outro relat�rio de an�lise indica que, no ano de 2010, houve doa��es eleitorais para o diret�rio estadual do DEM/RJ, por parte de empresas parceiras da Odebrecht, no valor de R$ 80 mil, e de R$ 20 mil por parte de uma outra empresa. Tamb�m foi localizada uma doa��o por parte do diret�rio do DEM no valor de R$ 849,8 mil para a campanha de Cesar Maia ao Senado. Segundo Raquel, tamb�m h� registros da entrada de Maia na sede na empreiteira, entre 2008 e 2011.

Para justificar a continuidade das investiga��es, a PGR informou que a Pol�cia Federal, al�m de obter os registros telef�nicos, tamb�m precisa elaborar relat�rio de an�lise do material apreendido pela corpora��o no �mbito da Opera��o Lava Jato. Ainda � necess�rio levantar informa��es a respeito dos endere�os indicados pelo delator como sendo os locais de entrega de dinheiro, para "obter elementos de provas que comprovem ou n�o o relato do colaborador".

Procurada, a assessoria de Maia n�o havia se pronunciado at� a publica��o deste texto.


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