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SOLIDARIEDADE

Família de criança com leucemia faz apelo por doação de medula óssea em BH

O menino enfrenta a doença pela segunda vez. Enquanto aguarda um doador compatível, família faz campanha nas redes para aumentar o cadastro de doadores

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O apelo da mãe do pequeno Theo Brant, de 10 anos, que enfrenta pela segunda vez uma dura batalha contra a leucemia mieloide aguda, vem mobilizando as redes sociais. Após sete meses de quimioterapia, várias internações e complicações como pneumonia e meningite, o menino chegou a comemorar a cura, mas recentemente descobriu que a doença está de volta.

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Theo vive em Belo Horizonte com a família, mas a doação pode vir de qualquer lugar do Brasil. Para o tratamento da doença é necessário que a amostra de sangue coletada de algum doador de medula óssea seja compatível com a sua. Todo o banco de doações brasileiro tem sido testado mas até agora, nenhuma das doações foi 100% compatível, nem mesmo as de seus familiares. "Caso a gente não consiga no Brasil, vamos tentar no banco internacional", explica Dénia Brant, mãe de Theo. Ela contou também que a última alternativa é utilizar amostras com 50% de compatibilidade, porém, isso poderia acarretar riscos à saúde do filho.

Tornar-se um doador é bem simples: basta procurar um Hemocentro e fazer o cadastro. Depois disso uma amostra de sangue será colhida e entrará no banco de doadores, onde serão feitos testes de compatibilidade com as pessoas que necessitam da doação. A probabilidade de compatibilidade fora da família é de 1 à cada 100 mil pessoas, por isso, muitas pessoas cadastradas nunca são chamadas para fazer a coleta da medula.

A luta é antiga

A doença foi descoberta em novembro de 2023 foi tratada com sessões de quimioterapia. A intensidade dos sintomas fez com que a criança, que atualmente cursa o quinto ano do ensino fundamental, precisasse deixar a escola e suas atividades rotineiras. Apenas em junho de 2024, quando descobriu que estava curado, sua rotina voltou à normalidade. Porém, dessa vez a quimioterapia não será o suficiente.

Durante exames de rotina feitos no fim do último ano, a queda nas plaquetas levou os médicos a solicitarem um mielograma, exame mais detalhado do sangue que confirmou o retorno da doença. “A medula dele já estava produzindo células cancerígenas novamente. Como é uma recidiva, o tratamento indicado agora é o transplante de medula óssea”, explica Dénia.

Desde o novo diagnóstico, Theo voltou a ser internado e iniciou imediatamente um novo ciclo de quimioterapia, com o objetivo de destruir as células doentes enquanto a família aguarda a localização de um doador que se encaixe nos parâmetros. Pais e irmãos — incluindo um gêmeo — foram testados, mas nenhum apresentou compatibilidade total.

Dénia relata que durante os ciclos de quimioterapia, o menino fica extremamente debilitado. “A medula para de funcionar, ele fica com baixa imunidade, sem plaquetas, precisa de transfusões frequentes. É muito pesado para o corpo”, relata a mãe. Fora desses períodos, Theo apresenta melhora significativa: volta a se alimentar melhor, não sente dores e consegue manter o ânimo. Ainda assim, novos ciclos estão previstos até que o transplante possa ser realizado. 

  

O que é a leucemia mieloide aguda?

A doença é um tipo agressivo de câncer que afeta a medula óssea, responsável pela produção das células do sangue. A doença compromete a formação de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, deixando o organismo vulnerável a infecções, anemias e hemorragias. Segundo a mãe de Theo, muitas vezes os riscos mais graves estão associados a infecções, já que o sistema imunológico do paciente fica severamente comprometido durante o tratamento.

Em casos de recidiva, como o de Theo, o transplante de medula óssea é considerado a alternativa mais eficaz para a cura. 

Como se tornar doador de medula óssea

A campanha pela doação ganhou força neste mês de fevereiro, marcado pelo Fevereiro Laranja, dedicado à conscientização sobre a leucemia. “Só 3% da população brasileira é cadastrada no banco de medula. A chance de encontrar um doador compatível é de uma em 100 mil”, alerta Dénia.

Podem se cadastrar pessoas entre 18 e 35 anos, em bom estado de saúde. O processo é simples: basta fazer o cadastro pelo aplicativo do Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea) e comparecer a uma unidade da Fundação Hemominas para a coleta de apenas 5 ml de sangue. A partir daí, os dados genéticos ficam no banco nacional e internacional, podendo ajudar qualquer paciente no mundo.

Ao contrário do que muitos imaginam, a doação não envolve cirurgia. “É um procedimento ambulatorial, parecido com uma hemodiálise. O sangue é coletado, as células-tronco são separadas, e o restante volta para o corpo do doador. Em duas semanas, essas células se regeneram naturalmente”, explica a mãe.

Enquanto aguarda a resposta dos bancos de medula, a família segue mobilizando a sociedade para ampliar o número de doadores e aumentar as chances de encontrar alguém com a compatibilidade ideal para Theo — e para milhares de outros pacientes que também esperam por uma nova chance de viver.

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*Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima 

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