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Estado de Minas COLUNA

Estudo ajuda cirurgi�es a escolher pr�tese mam�ria mais segura

Textura da superf�cie da pr�tese mam�ria pode afetar o sistema imunol�gico, aponta pesquisa conduzida pelo MIT


10/07/2021 04:00 - atualizado 10/07/2021 07:33

Estudo comprova que a textura da superfície da prótese mamária pode afetar o sistema imunológico(foto: ANNE-CHRISTINE POUJOULAT/AFP)
Estudo comprova que a textura da superf�cie da pr�tese mam�ria pode afetar o sistema imunol�gico (foto: ANNE-CHRISTINE POUJOULAT/AFP)
Fam�lia grande tem de tudo, raro o dia em que n�o apare�a uma novidade – boa ou complicada. Um dos �ltimos problemas que enfrentamos foi a reincid�ncia de um c�ncer mam�rio. A sequ�ncia da retirada do seio foi a que costuma ser realizada: a coloca��o de uma pr�tese para corrigir a diferen�a f�sica, que nenhuma mulher aceita bem.

O resultado n�o teve nada de legal; pior do que o c�ncer foi a rejei��o f�sica pela pr�tese, que pediu longo tratamento e debilidade da paciente. O que, poucos sabem, n�o � raro acontecer.

Ap�s quatro anos investigando a intera��o entre as pr�teses mam�rias de silicone e o sistema de defesa do corpo (imunol�gico), estudo conduzido pelo MIT, em parceria com cirurgi�es ao redor do mundo – inclusive o cirurgi�o pl�stico Alexandre Munhoz, do Hospital S�rio-Liban�s –, avaliou como a textura da superf�cie da pr�tese mam�ria afeta o sistema de defesa do corpo.

De acordo com os autores, esse estudo ajudar� cirurgi�es pl�sticos a avaliarem qual � a melhor op��o de pr�tese para cada pessoa, a partir de quais texturas provocam menor resposta inflamat�ria e, por isso, t�m melhor biocompatibilidade.

Entre os mais de 10 quesitos analisados est�o o aumento na produ��o de anticorpos, ativa��o de c�lulas T e espessura da c�psula criada em torno da pr�tese. Ao todo, foram considerados cinco tipos de pr�teses mam�rias, cujas caracter�sticas das superf�cies variam em rugosidade e que s�o utilizadas em cirurgias est�ticas e reconstrutoras da mama em todo o mundo.

"Os implantes de silicone, uma vez que s�o materiais sint�ticos, provocam uma resposta do sistema imunol�gico. A diferen�a est� no tipo de resposta e no grau de equil�brio com nosso organismo.

Isso � um fen�meno comum em qualquer implante, como marca-passo, v�lvulas card�acas, cateteres e at� implantes dent�rios", explica o cirurgi�o pl�stico Alexandre Munhoz, integrante do grupo que conduziu o estudo no MIT em Boston (EUA).

"Enquanto os implantes de silicone de superf�cies mais �speras provocaram uma resposta inflamat�ria maior, aqueles com superf�cies com rugosidade menor causaram uma rea��o cujo objetivo era inibir a inflama��o do tecido ao redor do implante", complementa.

O especialista destaca que essa nova informa��o � extremamente valiosa para cirurgi�es pl�sticos que realizam cirurgias est�ticas da mama, mas tamb�m para aquele que reconstr�i a mama ap�s o tratamento do c�ncer.

Segundo ele, por ser o desfecho de um tratamento longo e dif�cil para o corpo, os cirurgi�es querem evitar qualquer complica��o para aquele paciente. Ele acrescenta que 1/3 das mulheres passam por nova cirurgia em um prazo de cinco anos ap�s o t�rmino da reconstru��o da mama.

Complica��es advindas da hiperestimula��o do sistema imunol�gico com fibrose, contratura capsular e at� ruptura do implante est�o entres as principais raz�es para as reopera��es.

Novas tecnologias envolvendo implantes com menor rugosidade favorecem o processo de reabilita��o dessas mulheres com c�ncer de mama, reduzindo assim o n�mero de cirurgias a longo prazo. Aspectos que t�m impacto direto na qualidade de vida e tamb�m dos custos de todo o processo cir�rgico.

As primeiras pr�teses de silicone que surgiram na d�cada de 1960, por sua vez, s�o classificadas como lisas e t�m um componente que acarretava uma complica��o em particular: a contratura capsular, fadiga do material e posterior ruptura.

A contratura ocorre quando o organismo forma um tecido cicatricial em volta da pr�tese, que a aperta e provoca desconforto, dor, deforma��es vis�veis e pode modificar o posicionamento do implante, o que requer cirurgias secund�rias.

Em mulheres submetidas � reconstru��o da mama ap�s o c�ncer, essas complica��es podem ser mais incidentes devido �s caracter�sticas do tratamento cir�rgico do c�ncer e � presen�a de radioterapia.

Em 2019, alguns implantes altamente texturizados foram relacionados ao desenvolvimento de um tipo raro de linfoma, o que provocou a retirada do produto do mercado.

Uma das hip�teses levantadas na �poca pelo FDA, �rg�o regulador americano, seria a hiperestimula��o do sistema imune (linf�citos T) decorrente do maior grau de rugosidade, bem como a libera��o de micropart�culas de silicone em mulheres geneticamente suscet�veis.

Atualmente, h� diversas op��es de pr�teses dispon�veis para avalia��o e escolha do cirurgi�o para uso em cirurgias est�ticas da mama, como aumento e suspens�o mam�ria.

Todavia, nos �ltimos anos, o n�mero de mulheres com silicone que relatam fadiga, depress�o, mau funcionamento do intestino, dores articulares, entre outros sintomas, tem chamado a aten��o da comunidade m�dica, que avalia o surgimento de uma nova doen�a, chamada popularmente pelos pacientes de “doen�a do silicone” (breast implant illness – BIIs, em ingl�s).

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