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Estado de Minas

Crise da d�vida em Portugal volta a amea�ar o euro


postado em 24/03/2011 08:23

A crise da d�vida na Europa fez mais uma v�tima. Ontem, o primeiro-ministro de Portugal, Jos� S�crates, n�o conseguiu os votos necess�rios para passar uma nova lei de austeridade, foi obrigado a apresentar a sua ren�ncia e convocar elei��es antecipadas. O pa�s deve come�ar agora a negociar um pacote de resgate com a Uni�o Europeia e o Fundo Monet�rio Internacional (FMI) que pode chegar a 70 bilh�es.

A nova crise econ�mica e pol�tica ainda amea�a mais uma vez desestabilizar o bloco e o euro. Ontem, ap�s a ren�ncia de Jos� S�crates, o euro caiu a menos de US$ 1,41, ante as preocupa��es do mercado de que a crise pol�tica portuguesa antecipe um pedido de ajuda financeira internacional. No dia anterior, a moeda europeia havia alcan�ado seu n�vel mais alto desde novembro, cotado a US$ 1,4249.

Sem medidas para cortar gastos, Portugal caminha para ser o terceiro pa�s da zona do euro a receber ajuda. Gr�cia e Irlanda foram os primeiros, com pacotes exigindo cortes nos gastos p�blicos e alta de impostos. Nos �ltimos meses, Portugal lutava contra a amea�a de ter de recorrer a fundos externos, alegando que sua situa��o n�o era como a da Irlanda ou da Gr�cia. Para provar isso, o governo socialista de S�crates fechou acordo com a UE de que traria o d�ficit para 4,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no fim de 2011, depois de passar de 7% em 2010.

Mas a oposi��o de centro-direita liderada por Pedro Coelho, que j� havia avan�ado em elei��es locais e est� na lideran�a das pesquisas de opini�o, usou a situa��o para derrubar o governo e for�ar a convoca��o de elei��es. S�crates, h� seis anos no poder n�o teve alternativa diante da derrota no Parlamento e anunciou sua demiss�o. O presidente de Portugal, An�bal Cavaco Silva, iniciar� di�logo com todos os partidos, e o atual governo ser� mantido apenas para garantir o funcionamento do Estado.

Turbul�ncia


A queda do governo ocorre �s v�speras da c�pula da UE, que, agora, ter� a agenda dominada pela situa��o de Portugal e por mais uma turbul�ncia na zona do euro. Ontem, o mercado j� deu uma indica��o de como ser�o os pr�ximos dias. Diante da perspectiva de queda do governo, o risco pa�s de Portugal bateu recorde, numa demonstra��o de que o mercado n�o confia na capacidade do pa�s de rolar suas d�vidas. O impacto tamb�m foi sentido em pa�ses como a Irlanda, mesmo depois de j� ter sido socorrida pela UE e pelo FMI.


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