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Estado de Minas

Anfavea: exporta��o de m�quina agr�cola pode cair 30%


postado em 04/05/2011 11:41

O bloqueio argentino �s exporta��es brasileiras de m�quinas agr�colas gerou um rombo de ao menos US$ 245 milh�es na balan�a comercial nos quatro primeiros meses de 2011 e pode derrubar as exporta��es do setor em at� 30% em 2011, segundo avalia��o da Associa��o Nacional dos Fabricantes de Ve�culos Automotores (Anfavea). "Desde o in�cio do ano a Argentina descumpre completamente o acordo que prev� o livre com�rcio de m�quinas com o Brasil", disse hoje Milton Rego, vice-presidente da Anfavea e executivo da Case IH, bra�o agr�cola do Grupo Fiat.

Segundo ele, cerca de 800 colheitadeiras e 1.700 tratores produzidos no Brasil nos quatro primeiros meses deixaram de entrar na Argentina. Apenas uma pequena carga de 150 colheitadeiras da John Deere produzidas no Rio Grande do Sul conseguiu ser exportada para o pa�s vizinho, mesmo assim por conta de licen�as j� obtidas pela montadora anteriormente.

Rego, que participa da Agrishow, em Ribeir�o Preto (SP), lembra que semanalmente a Anfavea cobra o governo brasileiro em rela��o a uma solu��o do impasse e ao menos a cada dois meses um grupo bilateral discute o assunto, mas nada foi resolvido. "Se esse cen�rio persistir, as exporta��es de m�quinas agr�colas brasileiras, que j� devem cair entre 5% e 10% em 2011 ante as quase 19 mil unidades de 2010, podem apresentar um recuo para mais de 30%, que � o tamanho da fatia argentina nas vendas externas", avaliou o executivo. O mercado argentino consome cerca de 1.500 colheitadeiras e 6 mil tratores anualmente e 80% desse total � produzido no Brasil.

O argumento do governo argentino para barrar a entrada de m�quinas brasileiras � a exig�ncia de um equil�brio no com�rcio exterior entre os dois pa�ses, o que � dif�cil, j� que a Argentina come�a agora a moderniza��o desse setor produtivo. "A Argentina querer se industrializar nesse setor � leg�timo, mas ela n�o pode rasgar o acordo automotivo com o Brasil", criticou Rego.

Curiosamente, ao contr�rio das expectativas, as exporta��es brasileiras de m�quinas agr�colas saltaram 32,3% nos primeiros tr�s meses de 2011 ante igual per�odo de 2010, de acordo com os n�meros mais recentes da Anfavea, de 3.153 unidades para 4.172 unidades. "Isso � um reflexo de contratos feitos por uma ou outra empresa, mas nossa previs�o de queda nas exporta��es est� mantida", disse Rego. "As m�quinas que deveriam ir para a Argentina ao menos foram comercializadas para o Paraguai e o Uruguai, mas isso n�o vai se manter", completou.

Ainda de acordo com o vice-presidente da Anfavea, a perda de competitividade brasileira, com a desvaloriza��o do d�lar e o aumento nos custos - o a�o vendido no Pa�s � mais caro do que o importado, por exemplo - impedem o escoamento dessas m�quinas para outros mercados. Segundo a entidade, as exporta��es de m�quinas agr�colas, que j� atingiram um volume anual de 30 mil unidades, podem cair para menos de 17 mil unidades em 2011, caso a perspectiva de queda de 10% seja confirmada, isso sem considerar o impacto da Argentina.

Nos pr�ximos dias, a Anfavea deve entregar ao governo um estudo sobre a perda de competitividade brasileira no setor automotivo, que atinge principalmente os ve�culos de passeio.


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