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Estado de Minas

Custo de m�o de obra � prejudicial a competitividade da ind�stria automotiva, diz Anfavea


postado em 29/06/2011 18:04 / atualizado em 29/06/2011 18:18

Os altos custos de capital e de m�o de obra no Brasil est�o entre os principais fatores que prejudicam a competitividade da ind�stria automotiva brasileira em rela��o a outros pa�ses. De acordo com estudo apresentado netsa quarta-feira pela Associa��o Nacional dos Fabricantes de Ve�culos Automotores (Anfavea), a m�o de obra no setor no Brasil, incluindo encargos, custa 5,3 euros por hora, enquanto no M�xico o custo � de 2,6 euros por hora, na China, de 1,3 euro por hora, e na �ndia, de 1,2 euro por hora. A taxa b�sica de juros real (descontada a infla��o) � de 5,5% no Brasil 1,1% no M�xico e 1,0% na China, sendo que em pa�ses como Jap�o, Coreia, EUA, �ndia, Estados Unidos e na pr�pria Europa essa taxa � negativa.

"Al�m disso, somos afetados por externalidades, como o c�mbio", afirmou Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, que apresentou o estudo � imprensa. "Enquanto o d�lar se desvalorizou frente ao real, na compara��o com a moeda mexicana e a coreana o d�lar se valorizou, o que beneficia a exporta��o de autom�veis desses pa�ses", disse.

De acordo com o levantamento, elaborado pela PricewaterhouseCoopers e apresentado pela Anfavea ao governo h� cerca de 15 dias, os custos totais da cadeia automotiva no Brasil chegam a ser 60% maiores do que em outros pa�ses. Se na China um custo hipot�tico na ind�stria automotiva � de US$ 100, por exemplo, no Brasil � de US$ 160, no M�xico � de US$ 120 e na �ndia, de US$ 105 (considerando produtos equivalentes).

Inova��o

A ind�stria automotiva brasileira acredita que poder� reverter o atual d�ficit da balan�a comercial do setor at� 2015 ou 2016 caso a nova pol�tica industrial do governo - que deve ser apresentada em julho - contemple iniciativas que estimulem a inova��o. "Em 2010, o saldo foi negativo em US$ 6 bilh�es, sendo que em 2006 t�nhamos chegado a um super�vit de US$ 9,6 bilh�es.

O setor automotivo representou 60% da redu��o do saldo comercial brasileiro entre 2006 e 2010", afirmou Cledorvino Belini, presidente da Associa��o Nacional dos Fabricantes de Ve�culos Automotores (Anfavea).

"Sem inova��es disruptivas, isso n�o ser� poss�vel. As �ltimas verdadeiras inova��es disruptivas que tivemos no nosso setor foram a cria��o do etanol e do carro flex", disse. Segundo ele, o Brasil investe apenas cerca de 1% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em pesquisa e desenvolvimento, enquanto na China esse n�mero � de 1,5%, nos Estados Unidos � de 2,7% e na Coreia e no Jap�o chega a 3,5%.

Belini disse que o estudo foi bem recebido pelo governo e que um grupo multidisciplinar, que inclui, por exemplo, integrantes dos minist�rios do Desenvolvimento, Ind�stria e Com�rcio (MDIC), da Fazenda e da Ci�ncia e Tecnologia, est� estudando a quest�o.

Na opini�o dele, se n�o forem feitos investimentos em inova��o, o Pa�s continuar� importando cada vez mais. A Anfavea estima que este ano ser�o comercializados 3,69 milh�es de autom�veis no Brasil, mas que at� 2020 esse n�mero pode chegar a 6 milh�es. "Mercado n�s temos. Mas se n�o fizermos nada, estaremos criando mercado para ser abastecido por ve�culos de fora", afirmou.

De acordo com n�meros divulgados pela Anfavea, enquanto as vendas de ve�culos no Brasil cresceram 115% desde 2005, a produ��o cresceu num ritmo bem menor, 45%. Ou seja, essa diferen�a foi suprida pela importa��o de ve�culos, que passou de 88 mil unidades em 2005 para mais de 660 mil no ano passado e deve chegar a 850 mil este ano.


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