
O mercado brasileiro impulsionado pela Classe C em ascens�o movimenta a bilion�ria ind�stria de cosm�ticos, perfumaria e higiene pessoal, esquentando tamb�m os servi�os que v�o desde sal�es de beleza a procedimentos cir�rgicos. No ano passado o setor, que cresce a um propor��o de 10% ao ano, faturou R$ 27,5 bilh�es. Depois de Estados Unidos e Jap�o, o Brasil � o terceiro maior consumidor mundial de cosm�ticos.
Com uma popula��o de 10,7 milh�es de pessoas na classe C, Minas Gerais � o segundo mercado consumidor de cosm�ticos e higiene pessoal do pa�s, segundo dados da Associa��o da Ind�stria de Cosm�ticos (AICMG). “O poder de compra da popula��o cresceu e impulsionou tamb�m o mercado de sal�es de beleza e profissionais como os esteticistas”, aponta Nivaldo Cardoso Lima, que � presidente da AIC no estado e tamb�m promotor da feira da beleza Professional Fair. Segundo ele, somente em Belo Horizonte s�o 4,5 mil sal�es registrados. Se contabilizados os estabelecimentos que ainda trabalham na informalidade, o n�mero chega a 8 mil.
H� tr�s anos os s�cios Gustavo Caram e Kl�ber Kumaira abriram a primeira unidade da Dr. Laser, especializada em depila��o, voltada para o p�blico das classes A e B, no Bairro de Lourdes, na capital. Hoje, a rede conta com 10 lojas pr�prias e seis franquias em Minas e outros estados. Em BH, a Dr. Laser j� se expandiu para Regi�o Noroeste e Pampulha. e tamb�m j� chegou a Betim. Com pagamento facilitado em at� 10 vezes, o tratamento a laser est� dispon�vel para todas as classes sociais. “Acredito que a classe C represente entre 60% e 70% de nosso faturamento”, calcula Gustavo Caram.
A tend�ncia se confirma tamb�m no interior do estado. Confortavelmente acomodada em uma poltrona de veludo cor-de-rosa em formato de sapato de salto alto – mobili�rio do empreendimento –, a futura dona de sal�o de beleza Luciana Martiniano dos Reis n�o titubeia: “Sal�o � um neg�cio que d� muito dinheiro”. Luciana est� disposta a investir alto para come�ar o neg�cio, e d� o sucesso como certo na cidade onde mora, Resende Costa, na Regi�o Central do estado. Com o forte de servi�os em escovas a R$ 25 e corte a R$ 20, a concorr�ncia com os muitos sal�es que proliferam na pequena cidade de 10,8 mil habitantes n�o assusta a loira.
enquanto isso...
…se essa moda pega
De carona no crescimento das academias de gin�stica, mercados adjacentes ganham corpo. Claudete de Fran�a Carvalho (foto, D), estilista e propriet�ria da confec��o Yang Fitness, focada na moda academia para mulheres, conta que o poder aquisitivo da cliente n�o faz diferen�a na estrat�gia de manter o pre�o ao entregar o produto �s distribuidoras, independentemente da regi�o em que se encontrem. As lojinhas de academia, segundo a fabricante, registram lucros de 100%. “Curiosamente, nas regi�es que t�m foco na classe m�dia, o lucro at� ultrapassa essa marca”, conta. A pe�a mais cara da f�brica, o macac�o de gin�stica, sai por R$ 60. Clientes da classe m�dia chegam a pagar at� R$ 130 pela roupa.
