De tr�fico de influ�ncia � pr�tica de corrup��o, os executivos do Panamericano tentaram de tudo para conquistar apoio de pol�ticos aos neg�cios do banco e, assim, melhorar a sa�de financeira da institui��o. � o que revela uma intensa troca de e-mails capturada pela Pol�cia Federal (PF) durante as investiga��es para apurar as fraudes cont�beis de R$ 4,3 bilh�es no banco que pertencia a Silvio Santos.
No in�cio de 2009, a dire��o do Panamericano p�s em marcha um plano de aproxima��o com os principais fundos de pens�o ligados a estatais do Pa�s. Segundo a apura��o do Banco Central (BC), as opera��es fraudulentas no Panamericano come�aram em 2007. Para abrir as portas das funda��es, a c�pula do banco mapeou quais eram os padrinhos pol�ticos de aproximadamente 250 entidades que na �poca, tinham patrim�nio somado superior a R$ 610 bilh�es.
Nas mensagens que trocava com seus executivos, Rafael Palladino, ent�o presidente do banco, falava em procurar o senador Jos� Sarney (PMDB-AP) e o ent�o senador Ney Suassuna (PMDB-PB) para pedir apoio na abordagem �s funda��es. Em fevereiro de 2009, Palladino escreveu a Luiz Sandoval, ex-homem de confian�a de Silvio Santos: "Voc� conhece bem o Sarney, n�o �? Liga para ele dando parab�ns por ter ganho a presid�ncia do Senado e depois pedimos abertura nas funda��es que ele manda".
A cole��o de e-mails sugere, ainda, que em Alagoas uma taxa denominada "retorno" - 25% sobre pagamentos efetuados ao Panamericano e a outros bancos credores - teria sido destinada � campanha eleitoral do PSDB sob a rubrica "doa��o".
As correspond�ncias citam Luiz Ot�vio Gomes, secret�rio de Planejamento do governo Teot�nio Vilela Filho (PSDB), como personagem central das negocia��es com institui��es financeiras que tiveram de arcar com a taxa. A PF abriu inqu�rito para investigar "prov�vel ocorr�ncia de corrup��o passiva e ativa".
Os executivos do Panamericano tinham relacionamento pr�ximo com o ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunica��o da Presid�ncia da Rep�blica Luiz Gushiken. Na avalia��o da c�pula do banco, "japon�s", como foi identificado em alguns e-mails, tinha grande influ�ncia sobre a Funcef (fundo de pens�o dos funcion�rios da Caixa).
No ano passado, Palladino negociou com Gushiken sobre a possibilidade de o PT receber doa��es de campanha de empresas e outras entidades por meio de cart�es de cr�dito. Pela legisla��o s� pessoas f�sicas podiam usar esse meio. Uma das empresas que, na �poca, faziam parte do Grupo Silvio Santos era a Braspag, especializada em transa��es eletr�nicas com cart�es.
Os e-mails foram localizados pela Pol�cia Federal durante batida na sede do Panamericano, na Avenida Paulista, 2.240.
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Banco Panamericano buscou pol�ticos para se salvar
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