O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje que o governo n�o permitir� a eleva��o das tarifas de energia el�trica. Ontem, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recusou-se a ler as medidas provis�rias 601 e 605 aprovadas pela C�mara. A segunda trata da redu��o das tarifas de energia el�trica. A MP, com isso, perder� o prazo de validade.
Ontem, a chefe da Casa Civil da Presid�ncia da Rep�blica, ministra Gleisi Hoffmann, j� tinha lamentado a decis�o dos parlamentares, mas disse que o governo garantiria a entrada em vigor das pol�ticas previstas nas MPs, mesmo que elas n�o sejam votadas.
“� uma pena, mas n�o haver� o aumento de energia porque usaremos outros instrumentos, apesar de o Senado n�o ter aprovado a MP 605 e a 601. Teremos que ver como faremos”, disse. Sobre a MP 601, que desonera a folha de pagamento, Mantega destacou que a decis�o do Senado s� traz preju�zos para o setor produtivo.
“Deveremos colocar como emenda em outras medidas provis�rias que est�o em tramita��o no Congresso Nacional o que n�o for aprovado. Vai atrasar um pouco, mas acredito que os parlamentares n�o ir�o deixar de aprovar um[a] [redu��o de] custo de tributo para a ind�stria brasileira”, informou.
Sobre a eleva��o no valor do d�lar, Mantega disse que a decis�o do Federal Reserve (Fed -Banco Central dos Estados Unidos) de sinalizar que poder� elevar as taxas de juros provocou a altera��o na cota��o da moeda norte-americana no Brasil. “Isso fez com que as taxas de juros, relativas ao d�lar, se elevassem no longo prazo e [provocou uma situa��o em que] a maioria das moedas est� se desvalorizando”, enfatizou.
Para Mantega, no entanto, isso n�o � um preocupa��o para o Brasil: com a desvaloriza��o do real, o pa�s fica mais competitivo ao vender seus produtos para o exterior. O ministro deixou claro que n�o h� qualquer interven��o do governo visando � desvaloriza��o do d�lar.
“Est� havendo uma flutua��o do c�mbio, com menor interven��o poss�vel do governo. Ent�o, � o mercado que est� agindo neste sentido, isso � positivo porque favorece as exporta��es brasileiras”.
