
Em meio � tormenta da volatilidade do c�mbio, crise de pre�os e incerteza econ�mica que ronda os cafeicultores de todo o mundo, produtores de Minas Gerais est�o negociando a saca de caf� ar�bica especial a pre�os recordes. A cota��o chegou a R$ 1 mil, enquanto o valor m�dio pago no mercado para o gr�o commodity � de R$ 280. Os maiores interessados no produto brasileiro de alta qualidade s�o estrangeiros, que vieram especialmente da Austr�lia, Argentina , Holanda, Estados Unidos e Su�cia para participarem da Semana Internacional do Caf�, que terminou ontem, no Expominas.
A Associa��o dos Produtores do Alto da Serra, no Sul de Minas, participou da rodada de neg�cios promovida pelo Sebrae com cinco amostras de caf�. “Fomos procurados por australianos e argentinos”, conta Alessandro Hervaz, presidente da associa��o, que re�ne produtores de S�o Gon�alo do Sapuca� e Campanha. Segundo ele, as sacas foram negociadas entre R$ 500 e R$ 1 mil. “� um caf� de excelente qualidade, com certificado fair trade (com�rcio justo) e rastreabilidade total”, apontou.
Bruno de Oliveira, produtor e exportador do gr�o especial, propriet�rio da Academia do Caf�, acompanhou de perto a rodada de neg�cios. “As 10 melhores amostras de caf� foram negociados a
R$ 1 mil a saca, ou chegaram perto desse valor.” Segundo o especialista, amostras do Esp�rito Santo tamb�m receberam excelente cota��o. “A sa�da � produzir mais caf�s especiais, que n�o t�m pre�os atrelados ao mercado commodity e seguram a rentabilidade do produtor em �pocas de pre�os baixos.”
EMERGENTES No encerramento do evento, que comemorou os 50 anos da Organiza��o Internacional do Caf� (OIC), o secret�rio de Agricultura, Pecu�ria e Abastecimento de Minas Gerais, Elmiro Nascimento, informou que parte da verba do Fundo Estadual do Caf�, cerca de R$ 100 milh�es, ser� usada para divulgar o caf� brasileiro em eventos internacionais e durante a Copa do Mundo. O diretor-executivo da OIC, Rob�rio Silva, e o chefe de opera��es da entidade, Maur�cio Galindo, informaram que a demanda por caf� dos pa�ses emergentes j� responde por 50% do consumo mundial.
De acordo com Silva, um dos compromissos firmados na reuni�o em BH foi o de fortalecimento das estat�sticas em um esfor�o para reunir informa��es mundiais em um �nico banco de dados, o que pode reduzir a for�a das especula��e acerca de safras e estoques, freando a derrubada de pre�os.
