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Estado de Minas

Produtores pedem defini��o mais r�pida da pol�tica para o caf�


postado em 13/10/2013 14:22

As medidas adotadas pelo governo para ajudar na recupera��o do pre�o do caf�, que enfrenta uma crise internacional de pre�os, com reflexos no mercado dom�stico, ainda n�o surtiram efeito no custo da saca comercializada no Brasil. O valor da saca de 60 quilos da variedade ar�bica est� entre R$ 260 e R$ 280, dependendo da localidade do pa�s. Para entidades representativas dos produtores, a demora no socorro ao setor dificultou a rea��o. Elas cobram do poder p�blico defini��o antecipada das pol�ticas para a pr�xima colheita.

“At� agora, o mercado n�o absorveu o programa de op��es [leil�es de contratos de op��o de venda do gr�o] nem a libera��o de recursos do Funcaf� [Fundo de Defesa Econ�mica Cafeeira]. Os recursos [do Funcaf�] sa�ram com mais de 80% da safra colhida. Tendo pol�ticas clareadas, transparentes para a safra que come�aria, o mercado reagiria de forma diferente. Agora temos que aguardar um pouco para ver como ele vai se comportar”, destaca Breno Mesquita, presidente da Comiss�o Nacional do Caf� da Confedera��o da Agricultura e Pecu�ria do Brasil (CNA).

A demora na libera��o dos recursos do Funcaf�, que disponibilizou no m�s passado R$ 3,1 bilh�es de R$ 5,8 bilh�es previstos para o setor, ocorreu porque houve atraso na aprova��o do Or�amento de 2013 pelo Congresso Nacional. Depois, foi necess�rio o aval do Conselho Monet�rio Nacional (CMN) para libera��o do dinheiro. Agora, segundo Mesquita, � a greve dos bancos, iniciada h� duas semanas que est� dificultando o acesso ao cr�dito.

Ele critica tamb�m o que considera morosidade na oficializa��o de medidas como os leil�es de contratos de op��o de venda, encerrados na �ltima semana, e a eleva��o do pre�o m�nimo. Al�m disso, para os cafeicultores, o reajuste de 17% no valor, que agora est� em R$ 307, n�o foi suficiente para cobrir os custos de produ��o. O setor desejava reajuste para R$ 350.

“Dependendo do sistema, � um custo de R$ 350 a R$ 400 por saca [para produzir]. Nas safras anteriores o pre�o estava bom. O cafeicultor investiu na atividade e teve maior produtividade que a normal. Agora vende abaixo do custo de produ��o. Isso � a quebra. Ningu�m consegue trabalhar. O caf� � uma cultura perene, n�o se pode arrancar o p� e plantar outro ano. Pol�ticas para culturas perenes t�m que ser diferenciadas”, defende Breno Mesquita.

Para dar f�lego ao setor, a CNA solicitou ao governo a suspens�o da cobran�a de d�bitos dos cafeicultores por tr�s meses. Nesse per�odo, a entidade e o Conselho Nacional do Caf� (CNC) levantariam a real situa��o de endividamento dos produtores e discutiria solu��es com o governo. O secret�rio adjunto de Pol�tica Agr�cola da Secretaria de Pol�tica Econ�mica do Minist�rio da Fazenda, Jo�o Rabelo, confirmou � Ag�ncia Brasil que o �rg�o recebeu e est� estudando o pedido de interrup��o tempor�ria da cobran�a dos d�bitos. De acordo com ele, caso haja decis�o favor�vel, ela deve ser divulgada na pr�xima reuni�o do CMN, prevista para o dia 31 de outubro.

A CNA e o CNC reivindicam a defini��o de pol�ticas com anteced�ncia e garantias para a safra seguinte. Segundo o deputado Silas Brasileiro (PMDB-MG), presidente do CNC, no pr�ximo dia 23 haver� reuni�o do Conselho Deliberativo de Pol�tica Cafeeira, no Minist�rio da Agricultura, e a reivindica��o ser� um dos temas em discuss�o. “Temos uma pauta extensa. Queremos negociar com anteced�ncia os recursos [para a pr�xima safra]”, informou. Na avalia��o de Silas, a recupera��o do pre�o do caf� acontecer�, mas ser� demorada. “A rea��o vir�, mas ser� mais lenta. O mercado � especulativo, fica aguardando que o recurso chegue na ponta. Pelo menos o pre�o estabilizou, n�o est� mais caindo”, destacou.

 


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