Bras�lia, 17 - Depois de contestar a proje��o de d�ficit de R$ 40,1 bilh�es nas contas do INSS, segundo entrevista publicada nesta segunda-feira, 17, pelo jornal Valor Econ�mico, o ministro da Previd�ncia, Garibaldi Alves, voltou atr�s e divulgou esta tarde nota dizendo ser poss�vel que o d�ficit se mantenha no patamar, em termos nominais, "conforme prev� a �rea econ�mica do governo". Antes, ao jornal, o ministro havia dito que o valor, exposto no decreto de contingenciamento, n�o foi discutido com o Minist�rio da Previd�ncia: "N�o � nossa expectativa", declarou, prevendo valor cerca de R$ 10 bilh�es superior, o que poderia comprometer a meta de super�vit prim�rio para este ano.
Garibaldi Alves exp�s de forma mais clara uma queda de bra�o hist�rica entre os minist�rios da Fazenda e da Previd�ncia em torno das proje��es para o rombo das contas previdenci�rias. A previs�o do ministro de um d�ficit pr�ximo de R$ 50 bilh�es causou mal-estar no Minist�rio da Fazenda, que cobrou explica��es. Foi depois disso que o ministro da Previd�ncia divulgou uma nota dando explica��es para as suas previs�es, mas recalibrando as expectativas.
"O governo n�o tem mais como esconder o valor do d�ficit", comentou um experiente t�cnico do Minist�rio da Fazenda.
Segundo apurou o Broadcast, servi�o de not�cias em tempo real da Ag�ncia Estado, os t�cnicos da Previd�ncia v�m alertando o Minist�rio da Fazenda para o erro na proje��es do d�ficit do INSS e tamb�m do valor do repasse do Tesouro Nacional pela compensa��o da desonera��o da folha de pagamentos das empresas.
Na pr�tica, o governo subestima o resultado das contas da previd�ncia para diminuir o tamanho do corte necess�rio para o cumprimento da meta fiscal.
No ano passado, o governo usou at� o final estimativas mais baixas do d�ficit para sustentar o discurso em torno de um super�vit prim�rio maior. At� o final de novembro, a previs�o de d�ficit era de R$ 36,2 bilh�es, que subiu depois R$ 41,2 bilh�es na �ltima reprograma��o do Or�amento, divulgada quando faltava pouco mais para o final do ano. O resultado final foi um d�ficit de R$ 49,9 bilh�es em 2013. Na proposta do Or�amento, a previs�o de d�ficit era ainda menor, de apenas R$ 30 bilh�es.
O tamanho desse "remanejamento" de proje��es n�o � nada desprez�vel e � uma das fragilidades mais vis�veis do corte de R$ 44 bilh�es anunciado pelo governo no final de fevereiro. Se as previs�es de gastos furarem e aumentarem, ter�o que ser efetivamente pagas, colocando em xeque o corte anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.
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Pressionado, Garibaldi volta atr�s sobre d�ficit
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