O economista-chefe do Bradesco, Oct�vio de Barros, afirmou nesta quarta-feira, 09, durante evento pelo Bradesco BBI, que o Brasil � um dos pa�ses emergentes que historicamente os investidores t�m menor toler�ncia em rela��o a "desvios" de pol�tica macroecon�mica. Nesse contexto, ele acredita que h� fatores que podem ajudar a melhora da confian�a desses agentes em rela��o ao Pa�s. "Devemos ter coragem de conseguir uma lei que crie teto para a despesa p�blica nominal", destacou.
Segundo ele, um outro elemento fundamental para aumentar a credibilidade do Brasil perante investidores � a independ�ncia formal do Banco Central. "Estamos jogando juros fora porque ainda n�o temos essa condi��o", disse. "A independ�ncia do BC teria dimens�o institucional similar � do Plano Real", disse.
Al�m de defender o avan�o da produtividade no Pa�s, especialmente com o incremento substancial da infraestrutura, Oct�vio de Barros destacou a import�ncia de um aumento expressivo do com�rcio exterior. "O Brasil precisa se libertar do Mercosul, que faz gol contra", disse. Ele defendeu uma amplia��o das rela��es econ�micas com outras regi�es do planeta.
Barros fez ainda uma defesa da melhora dos padr�es sociais e econ�micos desde o fim do s�culo passado. "Ocorreu um aburguesamento do Brasil nos �ltimos 15 anos, o que elevou demanda qualitativa da popula��o, inclusive por servi�os, como transporte", destacou. Barros/Bradesco: Em 2014, EUA devem crescer 2,6% e China avan�ar� 7,4%.
Oct�vio de Barros afirmou que h� um cen�rio favor�vel para a expans�o do crescimento global. Para ele, boa parte do incremento da demanda agregada no planeta neste ano ser� puxada pelos EUA e China. Ele estima que em 2014 o PIB do primeiro pa�s dever� avan�ar 2,6%, enquanto que para o segundo, o economista prev� uma alta 7,4%. "E isso � bom, pois o Brasil tem uma depend�ncia qu�mica da China", destacou, referindo-se ao principal pa�s importador de produtos nacionais.
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Barros defende lei que limite despesa p�blica nominal
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