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Estado de Minas

A 48 dias da Copa, buf�s ainda aguardam reservas para o per�odo do mundial

Nem a Fifa fechou contrato. Empresas dizem estar preparadas para atender demandas


postado em 24/04/2014 06:00 / atualizado em 24/04/2014 07:47

Denise Bittencourt está com mobiliário, copos, pratos e talheres prontos para serem oferecidos aos
Denise Bittencourt est� com mobili�rio, copos, pratos e talheres prontos para serem oferecidos aos "45 minutos do segundo tempo" (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Faltam menos de 50 dias para a Copa do Mundo, e � moda brasileira, prestadores de servi�os se preparam para o crescimento da demanda de �ltima hora, que deve ser contratada bem na v�spera das partidas iniciais do Mundial de futebol. Buf�s, restaurantes, bares e prestadores aut�nomos de servi�os ainda est�o aguardando pela confirma��o dos clientes, empresas, torcedores e da pr�pria Fifa, que ainda n�o conclu�ram suas reservas. Poucos contam com a anteced�ncia que garante planejamento.

At� agora, n�o h� contratos firmados pela Fifa em Belo Horizonte para atender os servi�os de buf�s dentro do est�dio do Mineir�o, o que demanda expertise e equipe treinada para trabalhar em turno de 7h �s 23h. “N�o temos not�cias de que o contrato para atender os jogos do Mineir�o j� tenham sido fechados”, observa Jo�o Evangelista Teixeira Filho, presidente do Sindicato dos Buf�s de Belo Horizonte e Regi�o Metropolitana (Sindbuf�), que re�ne 20, entre as maiores empresas do setor da capital. Segundo ele, apesar do tempo voar, a expectativa do setor � de ter um crescimento de no m�nimo 15%, em rela��o ao mesmo per�odo do ano passado, durante os jogos.

O segmento deve surfar na demanda criada do lado de fora do Mineir�o, especialmente com os eventos corporativos, organizados por empresas para clientes e funcion�rios, al�m das festas particulares, reuni�es de amigos que v�o se encontrar para assistir os jogos. “Sabemos que vai haver o crescimento da demanda durante o m�s. Estamos preparados com pessoal cadastrado para trabalhar, mas acreditamos que os contratos v�o acontecer de �ltima hora e o maior peso no custo deve ser a m�o de obra”, diz Jo�o Evangelista, que tamb�m � diretor do buf� C�lia Soutto Mayor.

Na Loja das Festas, que trabalha com eventos de grande porte, como casamentos e comemora��es de 15 anos, a expectativa n�o � muito diferente. A empresa est� preparada para receber encomendas aos 45 minutos do segundo tempo. “Estamos preparados para atender esses pedidos durante o Mundial, especialmente com o aluguel de mobili�rio usado para assistir os jogos, copos, pratos e talheres. Os pedidos devem ser feitos at� mesmo por restaurantes e bares, que v�o ter nesses dias um p�blico maior que o comum e v�o precisar de material extra”, aponta Denise Bittencourt, assistente da empresa. Ela comenta que ao mesmo tempo em que as encomendas de menor porte devem estar aquecidas, grandes eventos, como os casamentos v�o disputar a agenda depois da Copa.

Para João Evangelista, do Sindbufê, eventos corporativos e festas particulares deverão movimentar o setor (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Para Jo�o Evangelista, do Sindbuf�, eventos corporativos e festas particulares dever�o movimentar o setor (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Desde o in�cio do ano, a Associa��o de Gar�ons e Profissionais Similares de BH est� encaminhando seus associados para cursos de ingl�s oferecidos pelo Sindicato dos Hot�is, Restaurantes e Bares (Sindhorb-MG). O presidente Delson de Moura, que tamb�m � gar�on experiente, diz que o mercado est� bastante aquecido para o profissional da �rea e ele ainda espera um crescimento da demanda na ordem de 60% durante a Copa. A proje��o est� ligada � expectativa de maior p�blico festejando e frequentando bares. Apesar disso, os contratos efetivos para os dias dos jogos, ainda n�o foram fechados. Os profissionais aguardam o chamado dos buf�s, bares e restaurantes. Mas Delson Moura n�o est� preocupado. Ele acredita no bom movimento e prev� alta nas di�rias do pessoal durante os jogos. “A di�ria do gar�on para trabalhar por seis horas � de R$ 145, mas ter� um aumento em maio, que � nosso m�s de reajuste. Na Copa do Mundo os eventos s�o longos, foi assim na Copa das Confedera��es. Devido a essa carga hor�ria maior, o pre�o do servi�o pode aumentar”, avalia.

Mesmo sem a confirma��o de presen�a, neg�cios de pequeno e grande porte est�o se preparando para atender e n�o acreditam que os convidados deixem de comparecer. O Sintralamac, sindicato que re�ne trabalhadores como os manobristas e operadores de autom�veis, informa que cerca de 1,5 mil aut�nomos devem trabalhar durante a Copa em Belo Horizonte. “V�o atender brasileiros e estrangeiros”, diz o presidente da entidade, Martim dos Santos. Ele conta que em maio ser� promovido um encontro no sindicato para divulgar regras e orienta��es de bom atendimento. “N�o deu para aprender ingl�s ou outra l�ngua, mas vamos oferecer ao turista estrangeiro e tamb�m aos brasileiros cordialidade VIP”, resume o presidente. Segundo ele, os manobristas e guardadores de autom�veis filiados ao sindicato ser�o orientados a ficar atentos tamb�m � seguran�a do turista. “Qualquer acontecimento, podemos comunicar � pol�cia.”

Nelsa e Flávio Trombino já estão com 90% do restaurante reservado(foto: Andre Hauck/Esp.EM)
Nelsa e Fl�vio Trombino j� est�o com 90% do restaurante reservado (foto: Andre Hauck/Esp.EM)
Quem j� fez gol

Do lado de quem j� tem parte da comemora��o garantida, Fernando J�nior, presidente da Associa��o Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel), explica que muitos estabelecimentos ter�o recorde de p�blico em junho. Ele, que tamb�m � dono da Churrascaria Porc�o, aponta que a casa j� tem reservas fechadas para os dias de jogos, especialmente por estrangeiros, e espera ter um movimento at� 50% maior que o registrado em igual per�odo do ano passado. Para ele, na capital dos botecos, o setor vai se beneficiar. “O turista vai querer experimentar os programas t�picos da cidade.”

Fl�vio Trombino, um dos propriet�rios do Restaurante Xapuri, considera que seu neg�cio foi duplamente beneficiado. “Estamos na Pampulha, pr�ximos ao Mineir�o, e somos restaurante tem�tico e regional.” Ele espera ter um movimento 60% maior durante a Copa do Mundo e diz que para alguns jogos j� est� com 90% da casa reservada. “Podemos ter filas de espera, mas vamos atender bem a todos.” Ele conta que a casa j� est� preparada. “Contratamos profissionais bil�ngues, que falam ingl�s. Nosso card�pio tamb�m j� est� pronto, em ingl�s, espanhol e portugu�s.” Para ele e para sua m�e, a chef Nelsa Trombino, mais do que os petiscos e comida regional, o que vai fazer o turista ter vontade de voltar � a hospitalidade.


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