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Estado de Minas

Ano tem recorde de PDVs, lay-offs e f�rias coletivas nas montadoras

O cen�rio culmina com um fim de ano de f�rias coletivas mais longas do que em anos anteriores em v�rias empresas


postado em 01/12/2014 09:19 / atualizado em 01/12/2014 09:49

Nunca tantas montadoras recorreram aos lay-offs (suspens�o tempor�ria de contratos de trabalho), a f�rias coletivas, semanas curtas de trabalho e programas de demiss�o volunt�ria num �nico ano. Em 2014, esses expedientes foram adotados em quase todos os meses, numa esp�cie de rod�zio entre a maioria das empresas para driblar a ociosidade das f�bricas, que supera os 20%.

O cen�rio culmina com um fim de ano de f�rias coletivas mais longas do que em anos anteriores em v�rias empresas. Fabricantes como Ford, General Motors, Mercedes-Benz e Volvo dar�o folgas de quatro a cinco semanas, quando o tradicional s�o duas a tr�s semanas.

A Mercedes-Benz, por exemplo, inicia hoje um per�odo de cinco semanas de f�rias coletivas nas f�bricas de S�o Bernardo do Campo (SP) e de Juiz de Fora (MG), o mais longo nos �ltimos dez anos na empresa, que tamb�m tem 1,2 mil trabalhadores em lay-off.


A Ford vai parar por quatro semanas, o dobro do ano passado. A GM � outra que dar� ferias de um m�s para o pessoal de S�o Caetano do Sul (SP) e de S�o Jos� dos Campos (SP), onde tamb�m h� lay-off em andamento. Na Volvo, de Curitiba (PR) a parada ser� de 30 dias, dez a mais que no ano passado.

Grande maioria dos trabalhadores de montadoras, entre horistas e mensalistas, ficar� em casa neste fim de ano. Nas autope�as, 80% das empresas tamb�m v�o parar por per�odos que acompanham as montadoras, segundo o Sindicato Nacional da Ind�stria de Componentes para Ve�culos Automotores (Sindipe�as).

S� na base do Sindicato dos Metal�rgicos de S�o Paulo, 255 empresas informaram que dar�o f�rias coletivas, num total at� agora de 8.860 pessoas, boa parte delas de autope�as.

"De 2000 para c�, este foi o ano que teve mais paradas de produ��o", constata o presidente do Sindicato dos Metal�rgicos do ABC, Rafael Marques. Uma exce��o citada por ele nesse per�odo � 2001, quando o racionamento de energia levou v�rias f�bricas a interromperem a produ��o seguidas vezes no segundo semestre.

O presidente da Associa��o Nacional dos Fabricantes de Ve�culos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, concorda que tem sido um ano forte em f�rias coletivas e lay-off, "efeito principalmente do primeiro semestre, quando as vendas ca�ram mais fortemente em raz�o do pessimismo geral com a economia".

Dispensa tempor�ria

O lay-off consiste em dispensa do trabalhador por at� cinco meses. Nesse per�odo, ele recebe parte do sal�rio da empresa e parte do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e faz cursos de requalifica��o. Tamb�m deixa de recolher FGTS e INSS.

Usado esporadicamente nos �ltimos anos, em 2014 o lay-off foi adotado por sete montadoras, algumas delas em mais de uma f�brica. A maioria dos programas ainda est� em andamento.

"Nos �ltimos 20 anos nunca tinha visto uma situa��o dessas em nossa base", diz o presidente do Sindicato dos Metal�rgicos de S�o Caetano do Sul, Aparecido In�cio da Silva. "Pela primeira vez temos lay-off nessa f�brica da GM, tivemos f�rias coletivas em junho e PDV (programa de demiss�o volunt�ria)".

Silva informa que no in�cio deste ano as metas estabelecidas com a dire��o da empresa para a Participa��o nos Lucros e Resultados (PLR) era de produ��o de 285 mil ve�culos. "Agora estamos torcendo para que chegue ao menos a 230 mil".

Ociosidade

At� outubro, a produ��o de todas as montadoras apresenta queda de 16% em rela��o ao ano passado, com 2,677 milh�es de unidades. A previs�o da Anfavea para o ano todo era 3,340 milh�es de unidades (10% a menos que em 2013), volume que dificilmente ser� atingido. Mesmo que fosse, representaria uma ociosidade de 22%, pois as empresas, segundo a Anfavea, t�m capacidade atual para produzir 4,3 milh�es de ve�culos anualmente.

Apesar de todas as a��es adotadas para reduzir a produ��o, os estoques nos p�tios de montadoras e revendas continuam elevados, na casa das 400 mil unidades. As medidas tamb�m n�o evitaram demiss�es. O setor cortou 10 mil postos de trabalho neste ano e emprega 147 mil pessoas, o menor contingente desde maio de 2012.

Na sexta-feira, 28 de novembro, a Volkswagen confirmou que abrir� um PDV em janeiro na f�brica de S�o Bernardo. Segundo o Sindicato dos Metal�rgicos do ABC, a empresa alega que h� 2,1 mil trabalhadores excedentes na unidade, que emprega perto de 13 mil pessoas, entre profissionais da produ��o e administrativos.


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