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Estado de Minas

Lei dos caminhoneiros deve afetar receita dos grupos de concess�o


postado em 24/05/2015 08:19

S�o Paulo, 24 - O in�cio da vig�ncia da lei dos caminhoneiros deve afetar os resultados do segundo trimestre dos grupos de concess�o, influenciados especialmente pela mudan�a nas cobran�as de ped�gio, que afetar� as receitas no per�odo. Se nos primeiros tr�s meses do ano a retra��o da atividade econ�mica e a greve dos caminhoneiros levaram as empresas a registrar um menor fluxo de ve�culos, a partir de abril, al�m de um uma economia ainda em marcha lenta as concession�rias passar�o a contabilizar um menor volume de ve�culos equivalentes por causa da isen��o da cobran�a pelo eixo suspenso dos caminh�es.

A mudan�a passou a vigorar a partir de 17 de abril e vale para as estradas federais e parte das estaduais - n�o foi implementada apenas nas estaduais paulistas e matogrossenses, porque os governos locais determinaram a n�o aplicabilidade da lei. A Uni�o j� declarou que far� o reequil�brio econ�mico-financeiro dos contratos e o fez para uma primeira rodovia, que tinha reajuste anual esta semana. A tend�ncia � de que o reequil�brio para as demais concession�rias ocorra tamb�m com os reajustes anuais, ent�o no curto prazo a altera��o tende a afetar o balan�o das companhias, em especial aquelas cujas concession�rias t�m reajuste tarif�rio apenas no fim do ano.

Em relat�rio recente, o Credit Suisse indicou que, por conta da lei, as concession�rias poderia sofrer uma queda nos volumes, no curto prazo, de entre 5% e 6%, em um cen�rio em que j� se observa uma queda do movimento nas rodovias. Al�m disso, a equipe de an�lise da casa considera que a mudan�a pode resultar tamb�m em despesas financeiras maiores, pressionando ainda mais o lucro l�quido das companhias.

A isen��o para o eixo suspenso n�o afetar� todas as empresas da mesma forma, j� que depende do peso dos ve�culos comerciais na composi��o do fluxo de cada concession�ria e tamb�m no portf�lio de concess�es de cada grupo. A Arteris, que atua exclusivamente com rodovias, tende a ser mais afetada, seja por sua concentra��o de portf�lio, seja pela data em que os contratos de concess�o federais foram assinados, entre dezembro e fevereiro.

Em teleconfer�ncia com analistas, o diretor de Rela��es com Investidores da companhia, Alessandro Levy, afirmou que "2015 ser� desafiador", citando a queda do volume de tr�fego pedagiado nos tr�s primeiros meses do ano - de 4,1% para a companhia em bases compar�veis - e a lei dos caminhoneiros. "� um gap de oito meses que vai pressionar mais o caixa da companhia, mas vai ser reequilibrado", disse o executivo, referindo-se ao fato de que os reajustes vir�o apenas entre o fim deste ano e o in�cio de 2016.

Das nove rodovias administradas pela Arteris, cinco s�o rodovias federais, que responderam, no primeiro trimestre, por 42% da receita operacional bruta da companhia. Al�m disso, nessas concess�es, em m�dia, 69,6% do tr�fego pedagiado � de ve�culos pesados e 30,4% s�o ve�culos leves. No caso da EcoRodovias, o impacto no balan�o � menor. O grupo, que tamb�m atua com opera��es portu�rias e de log�stica, tem nas receitas de ped�gio de suas concess�es federais e estaduais que isentaram o eixo suspenso apenas 31,5% de sua receita bruta pr�-forma (ex-constru��o). A participa��o dos ve�culos comerciais no fluxo total dessas concession�rias tamb�m � menor, de 65,8%, em m�dia. Al�m disso, para uma de suas concess�es, a Eco101, justamente uma das que possui maior tr�fego de pesados (67% do total), o reequil�brio por conta da lei dos caminhoneiros foi feito esta semana.

A Ag�ncia Nacional de Transporte Terrestres (ANTT) autorizou para a concession�ria um aumento da tarifa b�sica de ped�gio de 18,61% vigente desde esta segunda-feira, 18. O reajuste combinou o repasse de 8,13% correspondente a varia��o do IPCA no per�odo de maio/2014 a maio/2015; um reajuste extraordin�rio de 9%, referente ao reequil�brio decorrente da Lei dos Caminhoneiros, considerando o hist�rico de tr�fego de ve�culos que passaram com eixo suspenso nas pra�as da BR-101 ES/BA, al�m de outro reequil�brio, relativo � adequa��o de custos incluindo a conserva��o e opera��o de trecho urbano, opera��o semaf�rica, e substitui��o das balan�as m�veis. Analistas de mercado consideraram o an�ncio positivo, como um sinal mais claro de que os reequil�brios vir�o, e tendem a ocorrer rapidamente.

A CCR tamb�m tem menor exposi��o de suas receitas �s concess�es federais ou estaduais que isentaram o eixo suspenso, que respondem por apenas 32,7% da receita operacional bruta. Embora a companhia tenha a maior parte de seu faturamento ainda proveniente de rodovias (89,3%), a maior parcela das receitas de ped�gio prov�m das concess�es estaduais paulistas, que n�o alteraram a cobran�a de ped�gio. O reajuste das concession�rias afetadas pela mudan�a ser� entre o final de junho e o in�cio de agosto, portanto com um impacto relativo no balan�o consolidado de 2015 que tamb�m tende a ser menor.


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