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Estado de Minas

Fiesp se mobiliza para barrar, no Senado, projeto final do ajuste fiscal


postado em 05/07/2015 20:07

Bras�lia, 05 - A ind�stria vai se mobilizar para tentar barrar, no Senado, o projeto que conclui as medidas do ajuste fiscal. Os empres�rios v�o se reunir nesta segunda-feira, 6, em S�o Paulo para discutir se v�o lutar no Senado Federal para "acabar" com o projeto de lei que revisa a desonera��o da folha de pagamentos ou se aceitam ceder um aos apelos do governo Dilma Rousseff.

O encontro ser� na sede da Federa��o das Ind�strias do Estado de S�o Paulo (Fiesp) e contar� com a presen�a de empres�rios do com�rcio varejista, dos servi�os, da constru��o civil e da ind�stria de transforma��o. "Aumentar imposto sobre a folha de sal�rios � um convite a aumento da demiss�o", disse neste domingo ao jornal O Estado de S. Paulo o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Hoje, empresas de 56 setores da economia contam com a folha de pagamentos desonerada dos 20% da contribui��o previdenci�ria. As companhias pagam apenas uma al�quota de 1% ou 2% (dependendo do segmento empresarial) � Previd�ncia, que incide sobre o faturamento.

O projeto do governo, aprovado na C�mara, eleva essas al�quotas a 2,5% e 4,5%, respectivamente. Na pr�tica, esse aumento - quando entrar em vigor - deve fazer as empresas voltarem a recolher o imposto sobre a folha de pagamentos, o que aumentar� a arrecada��o da Receita Federal. Apenas um pequeno grupo de setores conseguiu negociar na C�mara uma eleva��o mais suave, dessas al�quotas.

"O que passou na C�mara � muito ruim e tamb�m injusto com o conjunto das empresas brasileiras", disse Skaf, que nos �ltimos dias reuniu-se em Bras�lia com senadores da base aliada do governo e tamb�m da oposi��o. Skaf tamb�m esteve com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e com o vice-presidente Michel Temer (PMDB).

Segundo Skaf, as empresas v�o decidir hoje qual caminho seguir. "Uma rota seria a luta unida para que o projeto seja totalmente alterado no Senado e outro � que apenas parte dele seja alterado, tornando o aumento mais suave das al�quotas algo geral para todos os setores e n�o apenas para alguns poucos", disse o presidente da Fiesp.


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