S�o Paulo, 19 - A Mercedes Benz avalia que a ades�o ao Plano de Prote��o ao Emprego (PPE) � insuficiente para solucionar os problemas enfrentados devido � queda de produ��o da empresa e afirma ter dois mil trabalhadores em excesso em suas f�bricas. A alternativa apontada pela companhia � uma proposta j� recusada pelos trabalhadores, que reduzia o reajuste pelo �ndice Nacional de Pre�os ao Consumidor (INPC) e congelava evolu��o salarial para 2016, segundo o sindicato dos metal�rgicos do ABC, que acusa a montadora de "intransig�ncia".
Os dois dias de negocia��es se encerraram nesta ter�a-feira, 18, e a inten��o do sindicato era que a Mercedes aderisse ao PPE para evitar demiss�es. O plano do governo federal estabelece em 30% a redu��o da jornada de trabalho e dos sal�rios, sendo que o trabalhador recebe 15% de compensa��o da diferen�a de renda com recursos provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
A proposta levada aos trabalhadores por parte da montadora � de diminui��o da jornada de trabalho em 20%, com redu��o salarial de 10%, al�m da reduzir os reajustes salariais pelo INPC e congelar a evolu��o salarial para o ano que vem. Segundo o sindicato, esta proposta j� havia sido rejeitada por cerca de 70% dos trabalhadores da f�brica e a empresa n�o aceitou discutir outras alternativas.
Ainda de acordo com o sindicato, a companhia sinalizou ainda que dar� in�cio a um processo de demiss�es do excedente ainda antes da pr�xima segunda-feira (24), quando trabalhadores que est�o em licen�a remunerada retornam ao trabalho. "Se a empresa concretizar as demiss�es anunciadas vamos imediatamente iniciar um processo de luta", afirma S�rgio Nobre, diretor do sindicato dos metal�rgicos do ABC, em nota.
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Mercedes Benz diz que Plano de Prote��o ao Emprego � insuficiente
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