Rio e S�o Paulo, 09 - O Deutsche Bank distribuiu relat�rio aos clientes, na �ltima segunda-feira, 7, lan�ando d�vidas sobre a capacidade da Petrobras de usar exporta��es futuras, no valor de US$ 21 bilh�es, para diminuir os efeitos do c�mbio sobre o seu resultado financeiro. Esse recurso, chamado hedge cambial, vinha sendo usado para diminuir o efeito da alta do d�lar nas contas da estatal.
Hoje, a empresa contabiliza essa proje��o de a receita em d�lar com o que espera vender de petr�leo e combust�veis no mercado internacional para amenizar os efeitos da valoriza��o do d�lar sobre o real em seu balan�o. Mas, segundo o banco, com a retra��o do pre�o e da produ��o interna de petr�leo, as exporta��es devem cair e a Petrobras j� n�o vai mais poder contar com esse dinheiro para melhorar o perfil do seu caixa. Como consequ�ncia, prev� o Deutsche, pode chegar a registrar preju�zo j� em 2015 e n�o pagar dividendos aos acionista.
A tese � que a Petrobras conta, em seu balan�o financeiro, com uma proje��o de receita futura com exporta��es de US$ 58 bilh�es, que deve utilizar como compensa��o cont�bil �s perdas registradas com a desvaloriza��o do real. A empresa possui alto endividamento em moeda americana e quanto mais d�lar tiver em caixa fica menos exposta ao c�mbio. Mas, segundo o relat�rio do Deutsche, esse sistema de contabilidade j� n�o � fact�vel.
"Acreditamos que os recentes acontecimentos (retra��o dos pre�os e da produ��o de petr�leo e de combust�veis) pode exigir da Petrobras reavaliar o tamanho da contabilidade de hedge com exporta��es futuras", informou o banco, em relat�rio do analista Alexander Burgansky.
Esse tipo de contabilidade foi adotado pela Petrobras a partir de julho de 2013. Na �poca, diz o banco, n�o chegava a ter impacto relevante no resultado financeiro e nas a��es. Era apenas um mecanismo usado para reduzir a volatilidade cambial nos balan�os. "Mas, com o decl�nio do pre�o do petr�leo e dos resultados financeiros da Petrobras, cresceu significativamente a exposi��o da empresa por causa da utiliza��o desse tipo de contabilidade", diz o texto.
Em nota, a Petrobras informou que "apesar da queda das cota��es do petr�leo, a companhia trabalha com margem de seguran�a confort�vel para a manuten��o da sua contabilidade de hedge, conforme as pr�ticas cont�beis vigentes".
Pelas contas do Deutsche, dos US$ 58 bilh�es previstos de contabilidade de hedge, US$ 21 bilh�es j� n�o s�o reais, por causa da mudan�a de cen�rio na ind�stria. O esperado, segundo o relat�rio, � que os n�meros sejam revistos no balan�o de 2015 ou de 2016. O foco de questionamento � como a Petrobras vai registrar o novo cen�rio.
Dependendo da decis�o, a empresa poder� ter preju�zo no curto prazo ou parcelar as perdas at� 2025. Caso reconhe�a que n�o pode mais contar com US$ 21 bilh�es de receita como ferramenta de prote��o cambial no balan�o de 2015, deve registrar preju�zo e deixar� de pagar dividendos, segundo o Deutsche. Mas, se optar por manter a contabilidade relativa ao hedge, vai ser obrigada a reclassificar as perdas cambiais e atrasar o pagamento de dividendos por a��es ordin�rias at� 2018. As informa��es s�o do jornal
O Estado de S. Paulo.
Publicidade
Banco alem�o questiona balan�o da Petrobras
Publicidade
