Bras�lia, 27 - Pela primeira vez desde que o Banco Central passou a fazer a compila��o dos dados na forma atual, o volume de cr�dito do mercado brasileiro encolheu no primeiro semestre de um ano. A atual s�rie da institui��o teve in�cio em mar�o de 2007. De acordo com o BC, esse segmento apresentou recuo de 2,8% de janeiro a junho de 2016, para R$ 3,130 trilh�es. No final do ano passado, o estoque de empr�stimos somava R$ 3,219 trilh�es. Na primeira metade de 2015, o cr�dito havia avan�ado 2,75%.
A previs�o do BC para a expans�o deste ano � a pior dos �ltimos tempos tamb�m, de 1,00%, mas ainda segue no terreno positivo. Isso significa que a institui��o embute em sua proje��o um reaquecimento desse mercado na segunda metade de 2016, que sazonalmente ganha mais impulso com o aumento dos neg�cios, em especial no fim do ano, com o Natal. At� porque, como lembrou hoje o chefe do Departamento Econ�mico do BC, Tulio Maciel, a segunda metade de 2015, que j� come�ava a sentir os efeitos da crise atual, � uma base baixa de compara��o.
Pelos c�lculos da autoridade monet�ria, o cr�dito direcionado � o que puxar� o mercado, com a previs�o de alta de 3%. J� os recursos livres para financiamento devem ter retra��o de 1% este ano.
Nem em 2008 e 2009, anos da crise financeira internacional, o mercado de cr�dito dom�stico sentiu tanto a fragilidade da economia como agora. Em 2008, o crescimento desse mercado foi de 14,08% no primeiro semestre do ano. Com o baque da turbul�ncia internacional, a expans�o de 2009 foi bem mais modesta, de 3,97%, mas ainda no terreno positivo.
A estimativa do BC � a de que o Produto Interno Bruto (PIB) apresente retra��o de 3,3% em 2016 na compara��o com o ano passado. Em junho, o mercado de cr�dito representava 51,9% do PIB. A expectativa do BC � a de que se mantenha assim at� o final do ano, quando essa rela��o deve atingir 52%.
Escasso e com baixa demanda, pela diminui��o da renda, da confian�a dos empres�rios e o temor com o desemprego, o financiamento tamb�m sofreu ao longo deste ano com o aumento dos juros. Isso, apesar de a taxa b�sica Selic estar estacionada em 14,25% ao ano desde julho do ano passado. Como identificou Maciel hoje, o encarecimento do cr�dito se deu basicamente pelo aumento dos spreads.
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Pela primeira vez, mercado de cr�dito encolhe no primeiro semestre de um ano
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