Bras�lia, 22 - O presidente Michel Temer defendeu nesta quinta-feira, 22, que n�o sejam feitas altera��es no projeto da Reforma da Previd�ncia encaminhado pelo governo ao Congresso Nacional no in�cio deste m�s. A proposta � considerada pela equipe econ�mica como um complemento � Emenda Constitucional que estabeleceu o teto dos gastos p�blicos no sentido de tentar equilibrar as contas da Uni�o.
"O projeto foi fruto de longos meses de trabalho da equipe que cuidou da Previd�ncia. N�s chegamos � conclus�o de que, fazendo isso, seria extremamente �til para o Pa�s. Agora, se o Congresso quiser modificar o texto, n�s vamos dialogar, vamos conversar. Mas, no momento, queremos que seja aprovado tal como est�", afirmou Temer.
Apesar de defender a manuten��o do texto, Temer lembrou que, em raz�o de ser uma Proposta de Emenda � Constitui��o (PEC), ela ser� promulgada pelo Congresso e n�o poder� passar por poss�veis vetos presidenciais. "O palco pr�prio para a discuss�o da Previd�ncia � menos o Executivo e mais o Legislativo. N�s seremos obedientes � decis�o final do Legislativo, at� porque se trata de PEC e n�o vai � san��o", disse.
A PEC da Reforma Previdenci�ria teve sua admissibilidade aprovada na madrugada da �ltima quinta-feira, 15, na Comiss�o de Constitui��o e Justi�a da C�mara. A discuss�o do m�rito da proposta ocorrer� em Comiss�o Especial. Ap�s passar por essa etapa, a PEC dever� ser votada em dois turnos no plen�rio da C�mara, antes de seguir para an�lise do Senado.
Temer disse ainda que o baixo �ndice de aprova��o de seu governo tem sido aproveitado para fazer mudan�as necess�rias para a retomada do crescimento econ�mico do Pa�s. "A baixa popularidade do governo � que tem permitido tomar medidas que algu�m com popularidade extraordin�ria n�o poderia tomar. Estou aproveitando a suposta impopularidade para tomar medidas que s�o fundamentais para o Pa�s", afirmou.
Em tom de descontra�do, ele ainda comentou as cr�ticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que comparou o atual governo a uma "pinguela". "Quando eu era menino, eu sou do interior do Estado de S�o Paulo, havia um riacho e eu e alguns colegas brinc�vamos muitos numa pinguela, para atravessar esse riacho... sabe que nunca cai", brincou.
Erros
Durante a conversa com os jornalistas, o presidente tamb�m fez um balan�o dos primeiros sete meses de governo e ressaltou que, apesar de ter havido recuos em algumas decis�es, n�o tem compromisso com o erro. "Eu acho que eu tenho muitos erros, muitos acertos, como � natural num governo. Agora, eu quero repetir aqui a frase do presidente Juscelino: eu n�o tenho compromisso com o erro. Quando eu percebo que erro, eu logo conserto. � interessante quando voc� erra, as pessoas acham que voc� n�o pode recuar. E da� vem "Temer recua", n�o me incomodo. Porque eu traduzo "Temer recua" com a seguinte express�o: "N�o tem compromisso com o erro". Isso � fundamental para o governante".
Segundo ele, um dos momentos mais angustiantes de seu governo foi no epis�dio da exonera��o do ent�o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). O peemedebista deixou a pasta, no dia 25 de novembro, ap�s o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero acus�-lo de ter pressionado para rever uma decis�o que embargava um empreendimento imobili�rio em que o ex-titular da Secretaria de Governo tinha uma unidade. "No caso do Geddel, foram cinco dias, foi uma coisa angustiante, � verdade", afirmou.
Na avalia��o do presidente n�o houve demora para se tomar uma decis�o sobre o caso. "Estou dizendo isso para mostrar que nesses 5, 6 dias foram momentos muito agitados e, afinal, o ministro Geddel acabou saindo, portanto, compreendendo as naturais ang�stias do governo", disse.
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Temer defende manuten��o do texto do projeto da Reforma da Previd�ncia
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