Bras�lia, 23 - Pela primeira vez, o Banco Central indicou a possibilidade de a infla��o ficar dentro da meta j� em 2016. No Relat�rio Trimestral de Infla��o (RTI), divulgado nesta quinta-feira, 22, o BC projetou o IPCA - �ndice oficial de pre�os - em 6,5% este ano. O centro da meta para o ano � de 4,5%, mas h� toler�ncia de 2,0 pontos porcentuais (at� 6,5% de infla��o).
Se confirmada, essa proje��o representar� forte queda ante a infla��o do ano passado, que chegou perto de 11%. O BC informou ainda que trabalha com uma infla��o de 4,4% em 2017 - portanto, j� abaixo do centro da meta, tamb�m de 4,5%.
As perspectivas para a infla��o, apesar de boas, s�o resultado direto da crise no Brasil. Com a recess�o e o desemprego em alta, empresas de todas as �reas est�o sem espa�o para reajustar pre�os. O pr�prio BC reconheceu, no RTI, que a atividade est� mais fraca que o antecipado e que o n�vel de ociosidade na economia permanece elevado. Esses fatores, na vis�o do BC, poder�o fazer com que a infla��o recue de forma mais r�pida.
No �ltimo encontro do Comit� de Pol�tica Monet�ria (Copom), no fim de novembro, o BC j� citava a contribui��o da crise para o controle de pre�os. Na ocasi�o, o colegiado reduziu a Selic (taxa b�sica de juros da economia) de 14% para 13,75% ao ano. Justamente por ter optado por um corte de apenas 0,25 ponto porcentual, o BC vem sendo criticado por setores do governo, da ind�stria e por economistas do mercado financeiro.
Em suas comunica��es, o BC indicou que, no pr�ximo encontro do Copom, em janeiro, a Selic tende a cair mais do que 0,25 ponto porcentual. O mercado prev� um corte de 0,50 ponto.
O diretor de Pol�tica Econ�mica da institui��o, Carlos Viana de Carvalho, evitou comentar se a taxa pode cair 0,75 ponto porcentual, para 13% ao ano. �H� um processo de desinfla��o e o objetivo � buscar as metas nos horizontes relevantes de 2017 e 2018�, desconversou.
Para ele, em fun��o do cen�rio econ�mico, h� �certa ansiedade� com rela��o � calibragem dos juros no curto prazo. �O Copom tomou a melhor decis�o. Nosso papel � ouvir preocupa��es de um lado e de outro, mas temos que analisar a conjuntura com serenidade.�
O BC revisou a proje��o do Produto Interno Bruto (PIB) de 2016 de queda de 3,3% para recuo de 3,4%. Para 2017, passou a estimar um crescimento de apenas 0,8%, ante o 1,3% calculado anteriormente. As informa��es s�o do jornal
O Estado de S. Paulo
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Pela primeira vez, BC v� infla��o dentro da meta
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