
A maior preocupa��o no momento � retomar o aumento da produtividade e estabilizar o mercado de trabalho. Em sua mensagem de fim de ano, o presidente Michel Temer (PMDB) pediu aos brasileiros que fa�am um “pensamento positivo” para que 2017 seja um ano de esperan�a. “2017 ser� um ano novo, n�o ser� uma prorroga��o de 2016”, disse.
No entanto, o Pal�cio Planalto n�o v� solu��o r�pida para o problema que mais aflige os brasileiros e acompanha as estimativas do mercado de que os resultados negativos continuar�o no primeiro semestre. “(O combate ao desemprego) Ser� um tema que come�ar� a ser consolidado e efetivado, pelas proje��es da equipe econ�mica, a partir do segundo semestre, quando � prov�vel que venha a cair a partir de medidas que temos tomado”, afirmou Temer.
Depois de dois anos consecutivos com retra��es no Produto Interno Bruto (resultado in�dito na hist�ria do pa�s), economistas projetam uma pequena alta, pr�xima da estabilidade, para 2017. A previs�o da Confedera��o Nacional da Ind�stria (CNI) � que o PIB do Brasil cres�a 0,5% nos pr�ximos 12 meses. Para o Minist�rio da Fazenda a economia crescer� 1% este ano, uma proje��o mais pessimista do que a feita em agosto (1,6%). Para os analistas do mercado financeiro, que em outubro previam expans�o de 1,3% do PIB, o crescimento econ�mico do Brasil ser� de 0,5%.
“O ano de 2017 ser� caracterizado por um in�cio ainda muito dif�cil. A quest�o fiscal permanecer� cr�tica e fonte de desestabiliza��o e incertezas no longo prazo”, diz o estudo da CNI. O levantamento ressalta que o resultado depender� da aprova��o de algumas reformas na legisla��o, como a previdenci�ria e a trabalhista.
Menos infla��o, menos juros
A infla��o e a taxa de juros trazem boas perspectivas para este ano. Economistas do mercado financeiro e os analistas do Banco Central apostam que o �ndice de Pre�o ao Consumidor Amplo (IPCA) fique pr�ximo da margem de 4,5% determinada pelo governo em 2017. A infla��o deve continuar perdendo for�a nos primeiros meses do ano, principalmente devido ao desaquecimento da economia.
O corte da taxa b�sica de juros (Selic) pelo Banco Central deve continuar nos pr�ximos meses, mas com ritmo moderado. A redu��o n�o dever� gerar grandes impactos para o consumidor, mas deve melhorar o ambiente para a retomada dos investimentos. A taxa Selic, hoje em 13,75% ao ano, deve cair para 10,5% no fim do ano nas contas do mercado financeiro.
J� as contas p�blicas, que este ano registraram d�ficit recorde, devem fechar 2017 com um rombo de R$ 139 bilh�es. Como a partir deste m�s entram em vigor as normas aprovadas na PEC do Teto dos Gastos P�blicos, o governo espera que a confian�a no equil�brio da economia brasileira volte a atrair investidores externos.
A equipe econ�mica, comandada por Henrique Meirelles, ter� como principal desafio nos pr�ximos meses conquistar apoio de v�rios setores da sociedade para que as reformas da Previd�ncia e trabalhista sejam aprovadas no Congresso.
Entre as medidas propostas est�o a idade m�nima de 65 anos para a aposentadoria, o fim da diferen�a entre homens e mulheres para a idade m�nima de se aposentar e a obrigatoriedade de se contribuir por 49 anos para obter aposentadoria integral. Movimentos sociais e entidades sindicais criticam as medidas e prometem se mobilizar contra as mudan�as.
