Davos, 18 - Em uma clara diferen�a com o sentimento otimista entre executivos dos Estados Unidos, autoridades e l�deres corporativos europeus reunidos em Davos mostraram-se preocupados com o que ser� um ano importante no continente, em meio a uma onda de populismo e elei��es nacionais em algumas das principais economias, que poderiam amea�ar a j� modesta retomada na regi�o.
Vice-presidente da Comiss�o Europeia para a zona do euro, Valdis Dombrovskis disse em entrevista que todos os 28 pa�ses da Uni�o Europeia devem crescer neste ano, mesmo a Gr�cia. O crescimento na zona do euro deve acelerar de 1,5% neste ano para 1,7% em 2018.
De fato, o Produto Interno Bruto (PIB) da UE finalmente est� acima dos n�veis anteriores � crise, enquanto o desemprego no bloco caiu para os n�veis de 2009. A d�vida dos governos e os d�ficits tamb�m diminuem. "A recupera��o econ�mica, embora muito modesta, � resistente a diferentes fatores de risco, a incerteza pol�tica sendo um deles", afirmou Dombrovskis.
As elei��es na Alemanha, na Fran�a e possivelmente na It�lia, por�m, podem atrapalhar essa recupera��o, especialmente se partidos populistas - muitos deles contr�rios � moeda comum - continuarem a avan�ar. Embora investidores e analistas esperem que o Banco Central Europeu (BCE) prossiga com a redu��o de seu programa de compra de b�nus, fatos pol�ticos poderiam mudar isso.
"Se algo der errado, o BCE poderia inundar os mercados para estabilizar", disse Oliver B�te, executivo-chefe da seguradora alem� Allianz. "N�s precisamos estar preparados para esse cen�rio tamb�m."
No curto prazo, a incerteza pol�tica tende a frear as contrata��es, disse Stefano Scabbio, diretor para o sul da Europa da Manpower. Na Espanha, por exemplo, a forte gera��o de vagas vista nos �ltimos anos perdeu f�lego recentemente enquanto os partidos pol�ticos brigavam para formar um novo governo.
A amea�a do terrorismo tamb�m � citada como amea�a para uma recupera��o mais robusta na Europa. Os hot�is Marriott na Fran�a "ainda n�o se recuperaram", segundo o executivo-chefe da rede, Arne Sorenson.
A It�lia, terceira maior economia da zona do euro, continua a ser um grande freio para a regi�o, com crescimento muito mais baixo que pa�ses como a Alemanha ou mesmo a Espanha. Um grande problema continua a ser seu sistema banc�rio, que tem 200 bilh�es de euros (US$ 187,6 bilh�es) em empr�stimos inadimplentes, o que dificulta os novos empr�stimos. O ministro da Economia da It�lia, Pier Paolo Padoan, afirmou que deseja ver esse montante cair pela metade, mas a redu��o levar� tempo. Fonte: Dow Jones Newswires.
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Em Davos, l�deres da Europa mostram cautela sobre retomada econ�mica da regi�o
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